Um livro lançado nesta semana reúne relatos e anotações sobre os 580 dias em que o presidente homem esteve preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná. A obra, escrita por um policial federal que acompanhou a custódia, aborda a rotina de detenção, visitas de familiares e autoridades, além de conversas e avaliações sobre o cenário político brasileiro.
A detenção ocorreu entre abril de 2018 e novembro de 2019. O material publicado foi estruturado a partir de registros diários feitos pelo agente durante o período em que o petista permaneceu detido. De acordo com o autor, os textos incluem passagens de momentos de descontração, mas também manifestações de irritação com decisões judiciais, o andamento de processos e adversários políticos.
Bastidores e avaliações sobre o Judiciário
As páginas do livro reproduzem conversas atribuídas ao presidente a respeito de integrantes do Supremo Tribunal Federal e de decisões da Justiça. Entre os registros, constam críticas a magistrados da Suprema Corte e menções a episódios de repercussão nacional ocorridos durante a campanha eleitoral de 2018 e os anos seguintes.
O volume também aborda avaliações sobre lideranças políticas e o impacto de acontecimentos do período na trajetória eleitoral e institucional do país. A publicação detalha ainda aspectos do cotidiano na prisão, como atividades de leitura, alimentação, exercícios físicos e o contato com advogados.
Entenda o caso
- Onde e quando: A obra relata o período de custódia na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, que durou de abril de 2018 a novembro de 2019.
- Principais informações: O livro reúne diários e anotações de um policial federal sobre conversas, avaliações políticas e a rotina do ex-presidente na prisão.
- Próximos desdobramentos: A circulação da obra traz a público os bastidores descritos pelo agente responsável pela guarda, gerando repercussão nos meios políticos e jurídicos.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








