Uma crise financeira sem precedentes no Paraguai deixou cerca de 3 milhões de pessoas — mais da metade da população adulta do país — sem acesso aos próprios recursos financeiros.
A situação foi desencadeada por uma fraude contábil envolvendo o grupo administrador do banco digital Ueno, que gerou revolta e levou milhares de manifestantes às ruas de Assunção para exigir a devolução dos valores e o impeachment do presidente da República.
A instabilidade política se agravou porque a instituição financeira administrava milhões de dólares de recursos públicos provenientes da Previdência e do Ministério da Saúde, autorização concedida pelo próprio governo.
A pressão popular e o isolamento político culminaram no envio de uma mensagem de renúncia por parte do mandatário, embora o Congresso paraguaio tenha rejeitado a renúncia e dado início formal ao processo de julgamento político.
Repercussões políticas e institucionais
Diante da recusa do Congresso em aceitar a renúncia, o processo institucional seguiu para o Senado, enquanto articulações políticas buscaram definir a sucessão no comando do Executivo. A crise expôs a vulnerabilidade na gestão de fundos estatais e gerou forte repercussão internacional, além de afetar cidadãos estrangeiros e figuras públicas que mantinham recursos na instituição financeira agora sob investigação.
Especialistas apontam que o escândalo financeiro reconfigurou o cenário político do país vizinho, exigindo respostas rápidas das autoridades para restaurar a confiança no sistema bancário e mitigar os impactos econômicos sobre a população afetada pelas restrições de saque e congelamento de contas.
Em resumo
- Onde e quando: Assunção, Paraguai, com desdobramentos intensificados nos primeiros dias de novembro de 2026.
- Principais informações: Cerca de 3 milhões de pessoas ficaram sem acesso ao próprio dinheiro após fraude contábil em banco digital que geria recursos públicos da Previdência e da Saúde.
- Medidas anunciadas: Protestos populares exigindo restituição de valores, prisão de executivos envolvidos e abertura de processo de impeachment pelo Congresso.
- Próximos desdobramentos: Julgamento político no Legislativo e definição da transição na chefia do Executivo paraguaio.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








