Sábado, 07/11/26

Anápolis

Exame de DNA confirma que homem que estuprou a própria filha é pai de quatro crianças

Viatura e fachada de delegacia da Polícia Civil em Goiás
Investigação da Polícia Civil em Goiás — Imagem: Divulgação/PCGO

Quase dois anos após a prisão de um homem investigado por estuprar a própria filha durante 17 anos em Anápolis, em Goiás, um exame de DNA confirmou que ele é pai das quatro crianças nascidas durante o período dos abusos. O laudo pericial foi concluído pela Polícia Civil de Goiás.

No dia em que foi preso pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, o investigado negou a prática do crime e recusou submeter-se a exames para confirmar a paternidade. De acordo com a corporação, o material genético foi obtido de uma escova de dentes e confrontado com a saliva das crianças, que têm idades entre 1 e 11 anos.

Investigação e histórico dos abusos

As apurações começaram após a vítima relatar a familiares os abusos praticados pelo pai desde os 12 anos de idade, período em que teria nascido o primeiro dos quatro filhos. O relato ocorreu enquanto o homem cumpria pena por outro crime. Após ser solto, ele passou a ameaçar a vítima para obrigá-la a conviver com ele.

Diante dos novos elementos e da gravidade dos relatos, a polícia representou pela prisão preventiva do homem, que foi localizado e encaminhado a uma unidade prisional na região, onde permanece recluso. A vítima e os filhos receberam medidas de acolhimento.

Em resumo

  • Onde e quando: O caso foi investigado em Anápolis (GO), com laudo de DNA divulgado em novembro de 2026.
  • Principais informações: Exame confirmou que o homem investigado por estupro de vulnerável é pai das quatro crianças geradas com a própria filha durante 17 anos de abusos.
  • Medidas anunciadas: O investigado permanece preso preventivamente em unidade prisional, enquanto a vítima e os filhos receberam acolhimento especializado.
  • Próximos desdobramentos: O inquérito policial segue os trâmites legais para posterior encaminhamento ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Texto: Redação / Correio de Santa Maria.

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