O Ministério Público de São Paulo denunciou 18 pessoas sob a acusação de participação em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A denúncia foi apresentada à Justiça.
Empresas de comércio e locação de veículos, distribuidoras de medicamentos, supermercados, açougues, transportadoras, construtoras e firmas de tecnologia localizadas na região metropolitana de São Paulo teriam sido utilizadas na movimentação financeira irregular.
Esquema de lavagem e movimentação financeira
Segundo a Promotoria de Justiça atuante perante a Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Dinheiro da capital, o grupo denunciado participou da movimentação clandestina de mais de R$ 98 milhões ao longo de três anos. Os valores teriam origem em atividades ilícitas como tráfico de drogas e exploração de jogos de azar.
A investigação aponta que os suspeitos atuavam como intermediários, coletores de dinheiro e laranjas. O método principal consistia na chamada “compra de dinheiro”, em que os envolvidos recebiam grandes quantias em espécie e realizavam depósitos bancários correspondentes para pessoas e empresas indicadas, cobrando comissões que variavam de 1,5% a 4%.
Contratos públicos e defesa dos investigados
Entre os alvos da investigação estão 13 empresas que firmaram ao menos 66 contratos com 11 prefeituras paulistas em um período de quatro anos, totalizando R$ 522,3 milhões repassados dos cofres municipais.
Advogados de defesa dos denunciados negam as acusações, afirmando que não houve lavagem de dinheiro, que a Promotoria trata situações lícitas e regulares como crime e que a origem dos valores pode ser comprovada. A defesa sustenta ainda que a denúncia carece de provas materiais robustas, como perícias e quebras de sigilo.
Em resumo
- Onde e quando: Região metropolitana de São Paulo, com denúncia formalizada pelo Ministério Público em novembro de 2026, como desdobramento de operação policial anterior.
- Principais informações: 18 pessoas foram denunciadas por integrar esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 98 milhões associados a facção criminosa.
- Medidas anunciadas: Apresentação de denúncia formal à Justiça especializada para responsabilização dos intermediários e operadores de contas.
- Próximos desdobramentos: Análise da denúncia pelo Poder Judiciário, manifestações das defesas e tramitação dos processos correspondentes.
Informações: Ministério Público de São Paulo.
Texto: Redação / Correio de Santa Maria.








