Terça-feira, 03/03/26

Trump classifica tiroteio com militares perto da Casa Branca como ato de terror

Trump classifica tiroteio com militares perto da Casa Branca como ato de terror
Trump classifica tiroteio com militares perto da Casa Branca como ato de terror | Imagem: Reprodução

Tiroteio próximo à Casa Branca é classificado como ato de terror por Trump

Dois soldados da Guarda Nacional foram baleados na tarde de quarta-feira (26) a poucos quarteirões da Casa Branca, em Washington. O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o episódio como um “ato de terror”, e o Departamento de Justiça abriu investigação por terrorismo.

O ataque ocorreu por volta das 14h30, horário local, em uma área próxima a restaurantes e cafeterias. O suspeito, identificado como Rahmanullah Lakanwal, 29, foi detido após troca de tiros com militares. Ele também ficou ferido. Segundo relatos, o Departamento de Justiça informou que Lakanwal é afegão e vive ilegalmente no país. Ele teria entrado nos EUA em 2021 com visto especial destinado a afegãos que auxiliaram o governo americano durante a guerra.

Guarda Nacional e medidas de segurança

Os dois militares atingidos integram o contingente mobilizado por Trump para patrulhar a capital desde agosto. Eles foram levados a hospitais em estado grave. A prefeita de Washington, Muriel Bowser, afirmou que o ataque foi um “tiroteio direcionado” contra integrantes da Guarda Nacional.

O episódio levou a Casa Branca a acionar alerta vermelho, que indica risco potencial de vida dentro do complexo presidencial. O nível de ameaça foi reduzido para laranja mais tarde. Durante o lockdown, entradas e saídas do edifício foram bloqueadas pelo Serviço Secreto, e ruas no entorno foram interditadas.

A Agência de Aviação Civil suspendeu temporariamente todas as decolagens do Aeroporto Ronald Reagan por segurança. Os voos foram retomados em menos de uma hora.

Reações e desdobramentos

Trump e o vice-presidente J.D. Vance não estavam em Washington no momento do ataque devido ao feriado de Ação de Graças. Nas redes sociais, o presidente chamou o atirador de “animal”. O secretário de Guerra informou o envio de mais 500 soldados para reforçar a segurança na cidade.

O ataque ocorre em meio à presença ampliada da Guarda Nacional na capital. Mais de 2 mil soldados foram deslocados em agosto, após Trump assumir o controle federal da polícia local como parte de uma ofensiva contra o crime. A medida enfrenta críticas da prefeita Bowser.

O tiroteio com militares perto da Casa Branca foi classificado como ato de terror pelo então presidente Trump. As investigações estão em andamento.

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