Determinação de prisão preventiva e saída do país
Um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) decretou a determinação de prisão preventiva de um deputado federal. A decisão foi tomada após o advogado do parlamentar afirmar não ter sido comunicado sobre a saída de seu cliente do Brasil. O deputado foi flagrado nos Estados Unidos, apesar de medidas cautelares que o impediam de se ausentar do país. Dois pedidos de prisão haviam sido protocolados no STF, mencionando "risco de fuga".
Nesta sexta-feira (21/11), o advogado do deputado declarou que a decisão de seu cliente sobre a ausência do país só foi comunicada à defesa técnica nesta semana. Em razão disso, o defensor informou que, por ora, não se manifestará sobre o fato e seus desdobramentos.
Investigação sobre a rota de saída
Investigações conduzidas pela Polícia Federal (PF) apuram como ocorreu a saída do parlamentar do Brasil. Conforme as informações, ele não está no país desde setembro e se deslocou até Boa Vista (RR). A PF trabalha para esclarecer se o deputado deixou o Brasil pela Venezuela ou pela Guiana Francesa, que fazem fronteira com a capital roraimense, antes de seguir para os Estados Unidos.
Repercussão política da determinação de prisão
O líder de um partido político também afirmou não ter conhecimento da viagem do deputado ao exterior. Ele informou que conversará com o presidente da Câmara dos Deputados em busca de apoio contra a determinação de prisão do colega de bancada.
O líder partidário expressou confiança em reverter a determinação de prisão no plenário da Casa. Ele mencionou um precedente de maio, quando uma campanha para suspender uma ação penal contra o mesmo deputado, relacionada a atos de 8 de janeiro, foi aprovada em plenário por 315 votos a 143 e 4 abstenções.
O deputado é conhecido por sua proximidade com um ex-presidente da República e foi diretor de uma agência de inteligência em um governo anterior. Ele foi condenado no processo de tentativa de golpe de Estado, sendo considerado parte do “núcleo crucial” da trama, responsável por dar suporte técnico à organização, segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Por Correio de Santa Maria, com informações da Polícia Federal.








