A Organização Marítima Internacional (OMI) anunciou, nesta quinta-feira (12), uma reunião extraordinária nos dias 18 e 19 de março para analisar as repercussões da guerra no Oriente Médio no transporte marítimo, “em particular no Estreito de Ormuz”.
“A sessão extraordinária foi convocada a pedido de vários membros do conselho”, indicou a agência da ONU responsável pela segurança do setor marítimo. A reunião foi solicitada por Egito, Emirados Árabes Unidos, França, Marrocos, Catar e Reino Unido.
O conselho é o órgão executivo da OMI, composto por 40 membros eleitos em assembleia, mas a sessão será aberta aos demais países, organizações governamentais e ONGs.
Desde o início da guerra, após os ataques israelenses e americanos contra o Irã, a navegação está praticamente paralisada no Estreito de Ormuz, situado entre Omã e Irã.
Essa situação provoca perturbações importantes no fornecimento de petróleo em nível mundial e pode afetar o crescimento econômico global.
A Guarda Revolucionária do Irã prometeu nesta quinta-feira manter o estreito fechado, após um pedido do novo guia supremo, Mojtaba Khamenei. “Definitivamente, a carta do bloqueio do Estreito de Ormuz deve ser utilizada”, insistiu Mojtaba Khamenei.
O Estreito de Ormuz, o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã foram classificados na semana passada como “zona de operações de guerra” pelo setor marítimo.
Até o momento, a OMI registrou cerca de quinze incidentes envolvendo navios na região, provocando a morte de vários marinheiros e trabalhadores do setor.








