Sexta-feira, 30/01/26

AIEA se reúne preocupada com segurança nuclear na Ucrânia

AIEA se reúne preocupada com segurança nuclear na Ucrânia
AIEA se reúne preocupada com segurança nuclear na Ucrânia – Reprodução

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) convocou seu Conselho de Governadores nesta sexta-feira (30), a pedido de diversos países membros preocupados com a situação nuclear na Ucrânia, após os ataques russos à infraestrutura energética do país.

A guerra na Ucrânia é “a maior ameaça à segurança nuclear no mundo”, declarou o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, no início da reunião na sede da organização em Viena, Áustria.

“Esperávamos fortes sinais de apoio a uma avaliação da situação”, disse o embaixador ucraniano Yurii Vitrenko a jornalistas antes do início da reunião.

Ele acrescentou que era “hora” de o Conselho da AIEA “abordar essa situação”.

Treze países, liderados pelos Países Baixos, solicitaram em uma carta ao Conselho da AIEA “que se reunisse devido aos últimos acontecimentos na Ucrânia e suas implicações para a segurança nuclear”.

Uma missão de especialistas da AIEA, iniciada há algumas semanas nas linhas de transmissão de energia e instalações nucleares ucranianas, ainda está em andamento e tem previsão de término para o próximo mês, afirmou Vitrenko.

Grossi especificou que uma avaliação da situação será realizada em dez linhas de transmissão de energia “cruciais para a segurança nuclear”.

O representante permanente da Rússia junto às organizações internacionais em Viena, Mikhail Ulianov, criticou a reunião do Conselho de Governadores, argumentando que ela foi “motivada unicamente por considerações políticas” e carecia de “qualquer necessidade real”.

A Ucrânia acusa a Rússia em várias ocasiões de atacar suas instalações nucleares, alegando que os bombardeios russos poderiam desencadear outra catástrofe.

Na semana passada, bombardeios interromperam temporariamente o fornecimento de energia à usina nuclear de Chernobyl.

Zaporizhzhia, ocupada pelas forças russas desde março de 2022, também precisa de eletricidade para resfriar seus seis reatores, que estão atualmente desligados.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *