Terça-feira, 17/03/26

Alerta! baratas alemãs liberam substâncias perigosas no ar, diz estudo

Matheus Chaves

Um estudo recente da Universidade Estadual da Carolina do Norte revelou que a barata alemã, conhecida por abrigar uma grande quantidade de bactérias em seu sistema digestivo, pode liberar substâncias prejudiciais à saúde humana. As fezes desses insetos contêm endotoxinas e alérgenos, elevando o risco de asma e reações alérgicas em ambientes infestados.

A pesquisa, publicada no Journal of Allergy and Clinical Immunology: Global, destaca uma correlação direta entre a quantidade de baratas em uma residência e os níveis de alérgenos e endotoxinas presentes no ar. Surpreendentemente, quando medidas de controle de pragas são implementadas, resultando na redução da população de baratas, os níveis dessas substâncias nocivas também diminuem significativamente.

O estudo também revelou que alérgenos relacionados a baratas são encontrados em 85% das casas em áreas urbanas centrais dos Estados Unidos. Além disso, aproximadamente 80% das crianças diagnosticadas com asma apresentam sensibilidade a esses alérgenos. Estima-se que baratas produzam e liberem mais de 20 tipos diferentes de alérgenos no ar, juntamente com toxinas bacterianas, conhecidas como endotoxinas.

A exposição a endotoxinas pode desencadear inflamações em todo o corpo, além de sintomas como dores de cabeça, febre, irritação no nariz, garganta e pulmões, e até mesmo chiado no peito.

Para conduzir a pesquisa, os cientistas analisaram residências em conjuntos habitacionais de baixa renda na Carolina do Norte, algumas com infestações de baratas e outras sem. Comparando o tamanho das infestações com os níveis de alérgenos e endotoxinas, observou-se que as casas infestadas apresentavam níveis significativamente mais altos dessas substâncias.

Um dado interessante revelado pelo estudo é que as baratas fêmeas liberam aproximadamente o dobro da quantidade de endotoxinas nas fezes em comparação com os machos – cerca de 2.900 unidades por miligrama contra 1.400, respectivamente. Em média, cada fêmea libera cerca de 5.000 unidades de endotoxina por dia, enquanto os machos liberam aproximadamente 750. Essa diferença está relacionada ao maior consumo de alimentos pelas fêmeas, explicando também a maior presença desses insetos nas cozinhas.

As casas participantes foram divididas em dois grupos: um submetido ao controle de pragas e outro não. Ao longo de um período de três a seis meses, foram coletadas amostras de poeira do chão e do ar, e a quantidade de baratas foi monitorada. Os resultados mostraram que as residências com infestações e sem controle de pragas apresentavam os níveis mais altos de alérgenos e endotoxinas. Já as casas onde foram implementadas medidas de controle de pragas para eliminar os insetos mostraram uma diminuição drástica nos alérgenos e endotoxinas.

Apesar das descobertas promissoras, os pesquisadores enfatizam a necessidade de estudos adicionais para aprofundar a compreensão da relação entre as endotoxinas liberadas pelas baratas e a asma. Planos futuros incluem a investigação dessa relação em modelos de camundongos.

Fonte: olhardigital.com.br

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