O Brasil é um grande mercado consumidor de serviços de gatonet. Não à toa, a megaoperação realizada no ano passado pelo Ministério Público da Argentina desarticulou uma operação de distribuição pirata de conteúdo audiovisual que, mesmo atuando em Buenos Aires, mirava o bolso do brasileiro.
Dos 6,2 milhões de assinantes dos serviços ilegais tirados do ar, 4,6 milhões estavam aqui no país. Na época, a coluna comparou o mercado informal com o formal: esse volume de usuários irregulares de serviços de streaming era maior do que a quantidade de clientes da Claro, maior distribuidora de TV paga do Brasil, com 4,2 milhões, seguida de Sky (2,1 milhões) e Vivo (739 mil).
Muito maior que a operação de Anelli, a quadrilha das terras argentinas chegou a ter 8 milhões de clientes e a estimativa era que movimentasse de US$ 150 milhões a US$ 200 milhões (entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão).
Os serviços na internet são parte do problema que se estende para as TV boxes irregulares. Nos sete anos até novembro passado , Anatel e Receita Federal haviam apreendido 1,6 milhão de TV boxes e decodificadores ilegais, avaliados em R$ 467,7 milhões.
DEU TILT
Toda semana, Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes conversam sobre as tecnologias que movimentam os humanos por trás das máquinas. O programa é publicado às terças-feiras no YouTube do UOL e nas plataformas de áudio. Assista ao episódio da semana completo.








