A Anistia Internacional pediu a responsabilização dos responsáveis pelo ataque atribuído aos Estados Unidos a uma escola no Irã, que resultou na morte de 168 pessoas, incluindo mais de 100 crianças. A organização divulgou, nesta segunda-feira (16), as conclusões de uma investigação que aponta violação do direito internacional humanitário pelos EUA.
De acordo com a Anistia, as forças norte-americanas não tomaram todas as precauções possíveis para evitar danos a civis durante o bombardeio em Minab, na província de Hormozgan. O edifício da escola foi diretamente atingido, juntamente com 12 estruturas em um complexo adjacente da Guarda Revolucionária Islâmica, usando armas guiadas. A organização sugere que os EUA podem ter se baseado em informações desatualizadas, pois o prédio, anteriormente parte do complexo militar, havia se tornado uma escola.
“Os EUA violaram o direito internacional humanitário ao não tomar todas as precauções possíveis para evitar danos a civis”, afirmou a Anistia em comunicado. A diretora sênior de Investigação, Defesa, Políticas e Campanhas, Erika Guevara-Rosas, destacou que atacar um objeto civil protegido como uma escola é estritamente proibido. Ela indicou que, se os EUA soubessem da presença da escola e prosseguissem sem precauções adequadas, como atacar à noite ou dar avisos prévios, o caso deve ser investigado como crime de guerra.
A Anistia recomenda que os EUA garantam uma investigação imparcial, independente e transparente, com resultados públicos, e processem judicialmente os responsáveis. As vítimas e suas famílias devem receber verdade, justiça e reparação integral, incluindo indenização. A organização também pede que as autoridades iranianas retirem civis de áreas próximas a alvos militares, permitam observadores independentes e restabeleçam o acesso à internet no país.
Não é a única entidade a condenar a ação. Na sexta-feira (13), a Human Rights Watch responsabilizou os EUA pelo ataque e exigiu que Washington preste contas. Segundo autoridades iranianas, o incidente ocorreu em 28 de fevereiro, no primeiro dia da ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, matando mais de 150 pessoas – número ainda não verificado de forma independente.
O presidente norte-americano, Donald Trump, inicialmente negou envolvimento dos EUA e atribuiu a culpa ao Irã, mas recuou parcialmente, afirmando que aceitaria o resultado de uma investigação.








