Quinta-feira, 26/03/26

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 222 bi em fevereiro de 2026

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 222 bi em fevereiro de 2026
Arrecadação federal atinge recorde de R$ 222 bi em fevereiro – Reprodução

A arrecadação total das receitas federais alcançou R$ 222,117 bilhões em fevereiro de 2026, registrando alta real de 5,68% em relação a fevereiro de 2025, quando o valor foi de R$ 202,453 bilhões. Em termos nominais, o crescimento foi de 9,71%. No acumulado do bimestre, a arrecadação somou R$ 547,869 bilhões, com elevação real de 4,41% e nominal de 8,79% ante os R$ 503,618 bilhões do primeiro bimestre de 2025. Esses números representam o melhor desempenho para fevereiro e para o bimestre desde 1995, início da série histórica, conforme destacado por Claudemir Malaquias, chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad) da Receita Federal do Brasil (RFB), durante coletiva no Ministério da Fazenda, em Brasília.

A principal fonte de arrecadação em fevereiro foi a receita previdenciária, com R$ 60,528 bilhões, alta real de 5,68% em comparação aos R$ 57,276 bilhões de fevereiro de 2025. Em segundo lugar, ficou a Cofins/PIS-Pasep, que totalizou R$ 47,676 bilhões, elevação de 8,45% ante os R$ 43,960 bilhões do ano anterior. Já o IRPJ/CSLL ocupou a terceira posição, com R$ 34,448 bilhões, registrando retração real de 5,49% frente aos R$ 36,451 bilhões de 2025. No bimestre, as principais fontes foram IRPJ/CSLL (R$ 136,428 bilhões), receita previdenciária (R$ 124,432 bilhões) e Cofins/PIS-Pasep (R$ 104,073 bilhões). Marcelo Gomide, coordenador de Previsão e Análise da RFB, explicou que o desempenho do IRPJ e CSLL está alinhado às expectativas, pois muitas empresas recolhem esses tributos até março, ajustando resultados do ano anterior.

Diversos fatores contribuíram para o resultado positivo. Indicadores macroeconômicos mostram que a venda de bens em janeiro de 2026 subiu 1,14%, a de serviços aumentou 3,34% e a massa salarial cresceu 8,51%, na comparação com janeiro de 2025. A produção industrial, porém, caiu 1,95%, e as importações recuaram 1,24% em valor em dólar. Outros impactos incluem o aumento na arrecadação do IOF devido ao Decreto nº 12.499/2025, crescimento real de 19,44% no IRRF sobre capital (especialmente títulos de renda fixa, +53,65%), e expansão no PIS/Pasep e Cofins ligada ao setor de serviços e extração de petróleo. Gomide destacou a resiliência dos serviços, o crescimento da massa salarial e a redução da desoneração da folha como impulsionadores da contribuição previdenciária. No bimestre, o IRRF sobre capital de renda fixa subiu 54,41%, e sobre Juros sobre Capital Próprio (JCP) cresceu 38,91%.

Pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), excluindo receitas previdenciárias, as entidades financeiras lideraram a arrecadação em fevereiro, com R$ 26,595 bilhões, alta real de 13,75%. O comércio atacadista veio em segundo, com R$ 13,418 bilhões (+3,76%). O setor de atividades de exploração de jogos de azar e apostas destacou-se com R$ 1,031 bilhão, salto de 47,08% ante R$ 701 milhões em 2025, devido à regulamentação. A extração de petróleo e gás natural arrecadou R$ 7,343 bilhões, comparado a R$ 904 milhões no ano anterior, resultado de mudança na CNAE principal de uma grande empresa do setor, sem impacto na tributação final, conforme Malaquias.

Considerando apenas receitas administradas pela RFB, o total de fevereiro foi de R$ 215,210 bilhões, com altas reais de 6,17% e nominais de 10,22%. As receitas administradas por outros órgãos somaram R$ 6,907 bilhões, queda real de 7,46%. No bimestre, as administradas pela RFB atingiram R$ 528,411 bilhões (+5,60% real), enquanto as de outros órgãos foram R$ 19,458 bilhões (-20,01% real).

T LB

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