Sexta-feira, 10/04/26

Artemis 2 usa células em chip para testar efeitos do espaço no corpo humano

Lisa Carnell, diretora da Divisão de Ciências Biológicas e Físicas da Nasa, destacou que o foco é coletar dados sobre as respostas imunológicas da tripulação. Segundo ela, produzir dispositivos com material biológico de cada astronauta permite entender, de forma individual, os impactos nos organismos.

Cada um deles pode reagir de forma diferente ao ambiente de radiação do espaço profundo. Alguém pode ser mais resistente e nos ensinar algo novo, enquanto outro pode ser extremamente suscetível. Lisa Carnell em entrevista à CNN

Ideia para as próximas missões

Essas versões biológicas em miniatura poderão, no futuro, ser enviadas ao espaço antes da tripulação, especialmente em missões de longa duração. A proposta é antecipar possíveis impactos na saúde dos astronautas e desenvolver estratégias para mitigá-los.

Nessa abordagem, os chips seriam expostos às mesmas condições que os tripulantes enfrentariam, enquanto os pesquisadores analisariam as reações das células. “Como podemos garantir, antes de enviá-los, que iremos trazê-los de volta saudáveis e seguros? Essa é uma maneira simples e elegante de fazer isso”, afirmou Carnell.

Na prática, se as células indicarem alto risco imunológico, por exemplo, seria possível preparar tratamentos preventivos para fortalecer o organismo. Em casos de perda óssea, ajustes em exercícios ou na dieta poderiam ser planejados com antecedência.


T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *