Terça-feira, 31/03/26

Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump

Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça de Trump
Ataques intensos dos EUA e Israel atingem Irã após ameaça – Reprodução

Ataques aéreos intensos dos Estados Unidos e Israel atingiram instalações militares, danificaram um importante local de culto e causaram cortes de energia no Irã nesta terça-feira(31), depois que o presidente americano, Donald Trump, ameaçou destruir suas usinas elétricas.

Apesar dos esforços diplomáticos, a guerra no Oriente Médio não dá sinais de distensão após mais de um mês de hostilidades que paralisaram a economia global e deixaram milhares de mortos.

A agência de notícias Fars havia relatado “diversas explosões” e cortes de energia “em algumas áreas” de Teerã.

A agência de notícias Tasnim mencionou explosões no leste e oeste da capital, além de cortes de energia que foram posteriormente resolvidos.

Pouco antes dos relatos, o Exército israelense pediu aos moradores de um bairro de Teerã que permanecessem em suas casas devido a um possível ataque à “infraestrutura militar”.

“Ultimamente, tenho ficado em casa quase o tempo todo e só saio se for absolutamente necessário”, disse Shahrzad, uma dona de casa de 39 anos.

“Às vezes, me pego chorando em meio a tudo isso. Sinto falta dos dias normais… De uma vida em que eu não precisava pensar constantemente em explosões, morte ou na perda de meus entes queridos”, lamentou.

Abram o Estreito de Ormuz “imediatamente”

As mensagens da Casa Branca sobre um possível fim para o conflito são ambíguas. Segundo o Wall Street Journal, Trump disse a seus assessores que optará pela diplomacia em vez de uma ação militar para conseguir a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

Publicamente, no entanto, Trump ameaçou o Irã com ataques às suas instalações energéticas caso as negociações não cheguem a uma conclusão bem-sucedida “rapidamente” e se o país não desbloquear o estreito “imediatamente”, por onde transita um quinto dos hidrocarbonetos do mundo.

Ele mencionou a ilha de Kharg, onde fica o maior terminal de petróleo do Irã, como alvo, e não descartou uma operação terrestre contra ela, bem como contra suas usinas de energia, poços de petróleo e “talvez todas as usinas de dessalinização”.

De fato, a imprensa iraniana noticiou na terça-feira que uma dessas usinas de dessalinização na ilha de Qeshm, em Ormuz, foi desativada devido a um ataque.

O governo iraniano também informou que os ataques tiveram como alvo uma empresa farmacêutica que fabrica medicamentos contra o câncer.

– Retaliação no Golfo e em Jerusalém –

A Arábia Saudita afirmou ter repelido oito mísseis balísticos, sem especificar sua origem, e relatou dois feridos após abater um drone.

“Incidentes muito graves”

Segundo o WSJ, Trump disse a seus assessores mais próximos que está preparado para interromper sua campanha militar, acreditando que forçar a reabertura do Estreito de Ormuz prolongaria o conflito “para além do prazo de quatro a seis semanas”.

Caso a diplomacia falhe, o magnata planeja pedir a seus aliados europeus e do Golfo que forcem a reabertura do estreito, disseram autoridades americanas ao jornal.

Mas, contrariando as exigências do republicano, uma comissão parlamentar iraniana aprovou um projeto de lei para impor pedágios a navios que transitam pelo estreito e proibiu a passagem para os Estados Unidos e Israel, de acordo com a mídia estatal.

A guerra envolveu diversos outros países do Oriente Médio, incluindo o Líbano, depois que o grupo islamista Hezbollah atacou Israel em solidariedade ao Irã no início de março.

Em Nova York, a ONU realizará uma reunião de emergência do seu Conselho de Segurança nesta terça-feira, às 14h00 GMT (11h00 em Brasília), na sequência dos “incidentes muito graves” em que três soldados de paz indonésios da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) foram mortos.

© Agence France-Presse

T LB

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