Sábado, 07/03/26

Ato em defesa da previdência pública acontece em Goiânia, nesta quinta (22)

Ato em defesa da previdência pública acontece em Goiânia, nesta quinta (22)
Ato em defesa da previdência pública acontece em Goiânia, nesta – Reprodução

Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, às 9 horas, será realizado, na Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia, o Ato Público “Em defesa da Previdência pública, solidária e para todas e todos”, em celebração ao Dia do Aposentado e da Aposentada (24 de janeiro) e aos 103 anos da Previdência Social no Brasil.

O ato reunirá aposentadas, aposentados, trabalhadoras, trabalhadores, servidores públicos, dirigentes sindicais e movimentos sociais para reafirmar a defesa da Previdência Social como direito constitucional, denunciar “os retrocessos impostos por sucessivas contrarreformas neoliberais e reforçar a luta por uma aposentadoria digna, que garanta renda, proteção social e qualidade de vida na velhice”.

A atividade é uma iniciativa do Sintfesp-GO/TO e uma realização do Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, com o apoio das centrais sindicais CUT, CTB, UGT, CSB, Intersindical, CSP-Conlutas, da Unidade Classista e da Central de Movimentos Populares (CMP-GO).

A luta histórica pela Previdência Social no Brasil

Os organizadores afirmam que a Previdência Social brasileira é fruto de décadas de luta da classe trabalhadora. Seu marco inicial foi a Lei Eloy Chaves, de 1923, que criou as Caixas de Aposentadorias e Pensões para trabalhadores das ferrovias. Ao longo das décadas seguintes, especialmente durante os anos 1930 e 1940, os direitos previdenciários foram ampliados com a criação dos Institutos de Aposentadoria e Pensões (IAPs), organizados por categorias profissionais.

A consolidação desse processo ocorreu com a Constituição Federal de 1988, que instituiu a Seguridade Social, integrando Previdência, Saúde e Assistência Social, com base nos princípios da solidariedade, universalidade, financiamento tripartite e justiça social. A Carta Magna reconheceu a Previdência como direito social fundamental, essencial para garantir proteção diante da velhice, da invalidez, da doença e da morte.

“Desde a década de 1990, porém, sucessivas contrarreformas neoliberais vêm restringindo direitos, elevando idade mínima, tempo de contribuição e reduzindo o valor dos benefícios, sempre sob o argumento do “ajuste fiscal”. Diante desses ataques, sindicatos, federações, confederações e centrais sindicais têm protagonizado uma luta permanente de resistência e defesa da Previdência pública, denunciando a falsa narrativa do déficit e combatendo tentativas de privatização e mercantilização do sistema”, complementam os sindicatos.

O que defendem os organizadores do ato

  • Durante o ato público, as entidades reafirmarão as seguintes bandeiras:
  • Previdência Social pública, solidária e universal
  • A Previdência deve permanecer como direito social e dever do Estado, garantindo proteção a toda a população trabalhadora.
  • Valorização das aposentadorias e pensões
  • Defesa de reajustes justos, com reposição das perdas inflacionárias, especialmente para quem recebe acima do salário mínimo.
  • Combate aos retrocessos das reformas previdenciárias
  • Rejeição às reformas que aumentam idade mínima, tempo de contribuição e reduzem direitos conquistados.
  • Não à privatização e à capitalização
  • Repúdio a modelos que transferem a Previdência ao mercado financeiro e colocam em risco a renda dos aposentados.
  • Aposentadas e aposentados como sujeitos de direitos
  • Garantia de acesso à saúde pública, assistência social e políticas de proteção social.
  • Auditoria da dívida e das contas da Previdência
  • Denúncia da falsa narrativa do déficit previdenciário e defesa da transparência no uso dos recursos.
  • Financiamento justo da Seguridade Social
  • Combate à sonegação, cobrança dos grandes devedores e fim das renúncias fiscais que drenam recursos do sistema.
  • Fortalecimento do SUS e dos direitos trabalhistas
  • Reconhecimento de que muitos adoecimentos na aposentadoria são consequência das condições de trabalho.
  • Defesa do serviço público, da democracia e dos direitos sociais
  • A Previdência pública é parte indissociável de um Estado comprometido com justiça social.
  • Contra a PEC 38/2025 (contrarreforma administrativa)

A proposta precariza o serviço público, fragiliza a estabilidade, amplia a terceirização e ameaça direitos de servidoras e servidores municipais, estaduais e federais, comprometendo a qualidade dos serviços prestados à população.

Breve histórico da Previdência Social no Brasil

1923 – Lei Eloy Chaves
Criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões, marco inicial da Previdência Social.
Décadas de 1930 e 1940 – IAPs
Ampliação da proteção previdenciária com institutos organizados por categorias profissionais.
1960 – Lei Orgânica da Previdência Social (LOPS)
Unificação de regras e benefícios, ampliando e padronizando direitos.
1966 – INPS
Centralização da gestão previdenciária no âmbito federal.
1988 – Constituição Federal
Criação da Seguridade Social e consolidação da Previdência como direito social.
1990 – INSS
Instituição responsável pela concessão e manutenção dos benefícios.
Anos 1990 até hoje – Contrarreformas
Restrição de direitos e intensificação da luta sindical em defesa da aposentadoria digna.

Serviço

O quê: Ato Público “Em defesa da Previdência pública, solidária e para todas e todos” – celebração ao Dia do Aposentado e da Aposentada e aos 103 anos da Previdência Social no Brasil.
Quando: Quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, às 9h
Onde: Praça do Bandeirante – Centro – Goiânia (GO)

T LB

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