Dois dias depois do início na guerra no Oriente Médio, um “pequeno número” de tenistas continua retido em Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos que está sendo atacada desde sábado com mísseis e drones iranianos, informou a ATP.
“A saúde, a segurança e o bem-estar dos nossos jogadores, suas equipes e dos funcionários do torneio” ATP 500 de Dubai, que terminou no sábado, “são a nossa prioridade”, afirmou a organizadora do circuito masculino de tênis em comunicado publicado nesta segunda-feira (2) na rede sociai X.
“Podemos confirmar que um pequeno número de jogadores e membros de suas equipes permanecem em Dubai. Eles estão hospedados nos hotéis oficiais do torneio (…) e estamos em comunicação direta com as pessoas afetadas”, acrescentou ATP.
O fechamento do espaço aéreo de Dubai afeta não apenas os tenistas, mas também treinadores, árbitros, fisioterapeutas e outros membros das equipes, inclusive os familiares dos jogadores, “cerca de 30 pessoas no total”, revelou o finlandês Harri Heliövaara, campeão nas duplas ao lado do britânico Henry Patten.
Alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel desde sábado, o Irã respondeu enviando drones e mísseis contra vários países da região, incluindo os Emirados Árabes Unidos.
Apesar das inúmeras explosões ouvidas desde o início da guerra em Dubai, a final do torneio de duplas foi disputada no sábado e a cerimônia de entrega do troféu do torneio de simples aconteceu no mesmo dia, sem a necessidade de jogo porque o russo Daniil Medvedev ficou com o título após a desistência do holandês Tallon Griekspoor, que se lesionou.
O ATP 500 de Dubai foi o último de uma série de torneios ATP e WTA (circuito feminino) no Oriente Médio, antes do início, na próxima quarta-feira, do Masters e do WTA 1000 em Indian Wells.
No entanto, torneios Challenger e ITF, o segundo e terceiro escalões do circuito profissional, como o de Fujairah (nordeste dos Emirados Árabes unidos), estão programados para o Oriente Médio nos próximos dias.








