Terça-feira, 31/03/26

Audiência no Senado defende inclusão real para pessoas com síndrome de Down

Audiência no Senado defende inclusão real para pessoas com síndrome de Down
Audiência no Senado defende inclusão real para pessoas com síndrome – Reprodução

Representantes de associações de apoio a pessoas com síndrome de Down participaram de uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, nesta segunda-feira (30), para discutir o efetivo cumprimento das leis de inclusão. O evento, realizado a pedido da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, destacou a persistência de barreiras estruturais que impedem o pleno desenvolvimento desse grupo.

Na abertura, Damares Alves enfatizou que a inclusão é um dever jurídico e um imperativo civilizatório, citando estatísticas sobre o número de pessoas com deficiência no Brasil. “Não estamos diante de uma pauta periférica, mas de um tema central para a construção de uma sociedade verdadeiramente inclusiva”, afirmou a senadora.

Elenilva Solidade da Silva Coutinho, presidente da Associação DF Down, cobrou o reconhecimento da inserção no mercado de trabalho. Ela lamentou o preconceito, a falta de informação e a subestimação das capacidades, defendendo condições dignas de trabalho, oportunidades de crescimento e ambientes livres de discriminação.

A senadora saudou mães de crianças com síndrome de Down presentes e argumentou pela humanização das relações trabalhistas, considerando as demandas de cuidado familiar.

Na área da educação eleitoral, a fisioterapeuta Nadja Nara Camacam de Lima Quadros, acompanhada de sua filha Beatriz, de 16 anos, apontou barreiras ao acesso à informação e propôs programas permanentes de educação eleitoral inclusiva. “Não é só permitir o voto: é garantir que a pessoa compreenda, que ela escolha, que ela participe”, disse.

Gustavo Garcia Leão Façanha, da DF Down, defendeu a inclusão em escolas comuns para maior integração. Já Giordana Garcia, do Instituto MoT21, criticou o descompasso entre leis e realidade, ressaltando a necessidade de atendimento especializado e estrutura para evitar exclusão dentro da sala de aula.

Iarla Violatti, do Instituto Ápice Down, destacou a falta de suporte nas escolas para crianças com síndrome de Down e autismo, o que obriga famílias a se adaptarem à ausência de estrutura.

Augusto Bravo, secretário-executivo das Frentes Parlamentares do Autismo e de Doenças Raras do Distrito Federal, abordou desafios da longevidade, como cardiopatias, problemas de tireoide, obesidade e Alzheimer precoce em pessoas acima de 50 anos, defendendo políticas públicas contínuas.

Ivy de Souza Faria, filha do senador licenciado Romário (PL-RJ), chamou atenção para a solidão enfrentada por pessoas com síndrome de Down, que são excluídas de conversas, saídas e oportunidades de emprego.

Outros participantes incluíram a atleta Catharina Brisola, da Apae-DF; o DJ Dudu (Luis Eduardo Atiê); e o estudante e modelo Pedro Aarão.

T LB

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