“Isso não foi um ensaio clínico”, esclareceu Martin Smith, professor da UNSW que sequenciou o genoma de Rosie. “Não é como se a IA tivesse curado o câncer”, insistiu.
A combinação de “três tecnologias disruptivas diferentes ? sequenciamento de genoma, inteligência artificial e terapias de RNA ? oferece novas possibilidades e desafios”, explicou Smith.
No entanto, nem todos os tumores responderam tão bem quanto o maior deles. Rosie precisou de outra cirurgia e não se sabe ao certo quanto tempo de vida lhe resta.
“Não sabemos ao certo” o que causou a redução do maior tumor de Rosie, admitiu Pall Thordarson, diretor do Instituto de RNA da UNSW, responsável pela criação da vacina.
“Ele usou o programa de IA (…) para projetar a sequência de mRNA atual e nos forneceu essa informação”, explicou Thordarson.
Segundo Nick Semenkovich, especialista do Wisconsin State Medical College que não está envolvido no caso de Rosie, “a IA tem muito potencial para aprimorar e acelerar nossas estratégias de pesquisa”.








