Figurões da política candanga marcaram presença nesta terca (24) no Lago Sul, em evento que oficializou o embarque do Avante na pré-candidatura do ex-governador José Arruda (PSD) ao Buriti. A apoiadores, Arruda puxou a memória de Juscelino Kubitschek e apostou que o ex-presidente, construtor de Brasília, “teria vergonha da cidade hoje”. Presidente candango da sigla, Gim Argello ainda trucou Arruda, anunciando em público que o Avante indicará o vice na chapa para o Governo do Distrito Federal (GDF).
Tanto Gim Argello quanto Arruda vêm de períodos de inelegibilidade. Ambos também garantem que a proibição de candidaturas expirou – no caso do ex-governador, houve dúvidas quanto ao tempo de suspensão (no entendimento de Arruda e sua equipe, o impedimento se encerrou em 2024. “O universo está conspirando a favor”, declarou o ex-governador ao Jornal de Brasília. Quanto ao anúncio do vice da chapa, Arruda tergiversou. “É legítimo que todos queiram, mas ainda não está definido. Nesse momento é natural que se tenha essa corrida pela chapa, mas tudo será definido no momento certo”, pontuou
Argello, porém, bateu o pé. Ao JBr., indicou que ainda haverá discussão interna para a composição da chapa. “A vice é do Avante, isso está pacificado, mas vamos definir o nome nas próximas semanas”, disse. Gim também celebrou a liberação do partido no TRE. “Foi liberado definitivamente no momento certo e na hora certa. O partido está funcionando 100%, com coragem para apresentar todos os seus candidatos”, declarou.
Aos filiados, o ex-governador e pré-candidato discursou por cerca de 15 minutos, de forma a ressaltar que “não se constrói uma casa pelo telhado”. Além de pedir dedicação a cada um dos indicados pelo partido aliado, disse que vai percorrer cada região administrativa. E, ainda, que cada candidatura terá cerca de 20 reuniões com o cabeça de chapa durante a campanha, entre encontros coletivos e individuais.
Coube ao pré-candidato anunciar que a celeuma nas prestações de contas das eleições de 2022, que resultou na suspensão do registro do diretório regional, está resolvida no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Desde dezembro, quando a Corte decidiu pela suspensão do registro, a sigla atuava no DF por meio de um registro provisório, que se encerraria em junho.
Imbróglio resolvido
Na decisão desta terça, o desembargador eleitoral Asiel Henrique de Sousa identificou que a defesa da sigla apresentou “os documentos obrigatórios e não se identificaram recursos de fonte vedada, recursos de origem não identificada, irregularidades na aplicação de verbas do Fundo Partidário (…), nem outras irregularidades de natureza grave”.
A decisão ainda cita pareceres da Assessoria de Exame de Contas Partidárias (Asepa) e do Ministério Público Eleitoral (MPE). Assim, as contas de 2022 do diretório candango estão aprovadas, o que levou o magistrado a derrubar a suspensão do partido, tornando-o novamente apto a registro e a recebimento de verbas do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
“Vai ser uma grande eleição, temos vários nomes que representam segmentos da sociedade. [A liberação] foi coisa de Deus. Agora o partido está funcionando como deveria, com acesso aos fundos de financiamento”, celebrou Argello. Pelo calendário eleitoral, legendas e federações têm até 4 de abril para encaminhar os estatutos à Justiça Eleitoral e, consequentemente, registrar candidatos para o pleito de outubro.








