Sexta-feira, 09/01/26

Brasil não vai se furtar em ajudar país vizinho, diz Padilha sobre Venezuela

Brasil não vai se furtar em ajudar país vizinho, diz Padilha sobre Venezuela
Brasil não vai se furtar em ajudar país vizinho, diz – Reprodução

MARIANA BRASIL
FOLHAPRESS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta quarta-feira (7) que o Brasil não vai se furtar em apoiar o sistema de saúde da Venezuela e descartou a instalação de hospitais de campanha na região da fronteira com Roraima.

“A gente não vai se furtar enquanto Ministério da Saúde em ajudar um país vizinho, o povo de um país vizinho numa situação como essa, ainda mais quando essa ajuda, que é com insumos e produtos, não afeta em nada o atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde) aqui no nosso país”, disse.

Ainda de acordo com ele, não houve aumento do fluxo migratório na fronteira que justifique a instalação das medidas emergenciais, mas a pasta está preparada para reforçar a equipe.

“Identificamos que se for necessário qualquer tipo de ampliação da estrutura é possível fazer nessa estrutura do hospital de Pacaraima. A gente não precisaria montar um hospital de campanha adicional lá, em Pacaraima. É possível só levar equipamentos, ampliação. Então tem esse diagnóstico que tá feito. Fizemos todo o plano de contingência, estamos preparados”, afirmou.

A operação dos Estados Unidos contra o país latino destruiu um centro de distribuição de medicamentos e de tratamento de pacientes renais, segundo o minitro.

Sobre o tema, Padilha afirmou que a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) pediu o apoio do ministérion e confirmou que o Brasil enviará insumos e remédios para pacientes que precisam de diálise, o tratamento para compensar o mau funcionamento dos rins na filtragem do sangue.

Na data do episódio ele repudiou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e afirmou que eles prejudicam a atividade SUS (Sistema Único de Saúde) de estados brasileiros que fazem fronteira com o país, caso do Amazonas e de Roraima.

“Sempre queremos e trabalhamos pela paz. Nada justifica conflitos terminarem em bombardeio”, escreve no X (antigo Twitter). “Guerra mata civis, destrói serviços de saúde, impede o cuidado às pessoas. Quando acontece em um país vizinho, o impacto é múltiplo para o nosso povo e sistema de saúde.”

T LB

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