O candidato presidencial de direita da Colômbia, Abelardo De la Espriella, denunciou nesta quinta-feira (12) ameaças vindas do grupo guerrilheiro ELN em meio a alertas de violência eleitoral.
Em 10 de fevereiro, uma “ligação anônima” atribuída ao Exército de Libertação Nacional (ELN) alertou para uma “escalada terrorista” contra o candidato e seu comitê de campanha, segundo sua equipe.
De la Espriella é um dos favoritos, juntamente com o esquerdista Iván Cepeda, para as eleições presidenciais de 31 de maio, de acordo com as pesquisas. Espera-se que eles se enfrentem em um segundo turno.
“A campanha solicitou um reforço abrangente da segurança do candidato”, diz um comunicado.
O advogado milionário, que se descreve como um “forasteiro”, promete “mão de ferro” e bombardeios constantes contra os grupos ilegais que perpetram violência no país caso vença as eleições.
Ele se desloca em carros blindados, acompanhado por soldados, policiais e guarda-costas.
Antes das eleições presidenciais de maio, a Colômbia realizará eleições legislativas em 8 de março. Durante a campanha, houve centenas de ameaças, ataques e sequestros de candidatos.
O ELN já reivindicou a autoria de um ataque a tiros contra um veículo pertencente ao senador Jairo Castellanos, no qual dois de seus guarda-costas foram mortos após ele se recusar a parar em uma barricada ilegal na semana passada. Castellanos não estava no comboio.
Após tentativas frustradas de diálogo, o governo do esquerdista Gustavo Petro intensificou sua ofensiva contra grupos armados como o ELN, que é financiado principalmente pelo tráfico de drogas.
O candidato e senador Iván Cepeda também denunciou na quarta-feira uma “campanha difamatória” com o objetivo de minar sua segurança.








