Terça-feira, 10/02/26

CNJ recebe nova denúncia de assédio contra ministro Marco Buzzi, do STJ

Denunciante confirma acusação de assédio contra ministro do STJ em depoimento ao CNJ
Denunciante confirma acusação de assédio contra ministro do STJ em – Reprodução

De acordo com a Corregedoria Nacional de Justiça, foi realizada “oitiva de possível vítima de fatos análogos àqueles objeto de procedimento em curso”. A investigação tramita em sigilo “para preservar a intimidade e integridade das pessoas envolvidas e para a adequada condução das investigações.”
Os advogados de Buzzi afirmam que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”. A nota diz que o vazamento de informações busca “constranger o devido processo legal e influenciar indevidamente futuras decisões judiciais”.

Além das reclamações disciplinares no CNJ, Buzzi é alvo de uma investigação criminal no STF (Supremo Tribunal Federal), que tramita sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques, e uma sindicância no âmbito do próprio STJ, conduzida pelos ministros Raul Araújo, Francisco Falcão e Antônio Carlos Ferreira.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, a tendência é de que o STJ conclua pelo afastamento do ministro após a conclusão da sindicância. Os processos administrativos têm como consequência a aposentadoria compulsória. Já uma condenação no Supremo pelo crime de importunação sexual poderia levar à prisão e à perda da aposentadoria.

A primeira denúncia aponta para um episódio ocorrido em 9 de janeiro em Balneário Camboriú (SC). A jovem de 18 anos estava hospedada com os pais na casa de praia do ministro. Segundo o depoimento prestado à Polícia Civil de São Paulo, ele tentou agarrá-la dentro do mar. Ainda não há detalhes sobre a segunda denúncia.

Nos bastidores do STJ, a situação é considerada desfavorável para Buzzi e o caso é classificado como sem precedentes no tribunal. Ministros afirmam não ver clima para impunidade, percepção reforçada pelo fato de a mãe da vítima ser uma advogada conhecida e respeitada pela comunidade jurídica.

T LB

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