A Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher realiza, nesta quarta-feira (25), audiência pública para discutir a violência contra mulheres negras e indígenas, com ênfase na interseccionalidade da opressão e na implementação de políticas públicas específicas.
O evento ocorrerá às 14 horas, na ala Senador Nilo Coelho, plenário 6, no Senado Federal. A iniciativa atende a um pedido da deputada Luizianne Lins (PT-CE), presidente da comissão, que destaca a maior vulnerabilidade dessas mulheres devido à sobreposição do machismo e do racismo estrutural.
De acordo com a parlamentar, os dados de violência de gênero revelam que mulheres negras e indígenas são as mais afetadas. O objetivo da audiência é identificar lacunas nas políticas atuais e propor ações que combatam a violência sob a ótica da interseccionalidade.
Luizianne Lins cita o Atlas da Violência 2024, que aponta taxas de homicídios substancialmente superiores entre mulheres negras em comparação com mulheres não negras. Ela ressalta que, enquanto as taxas de homicídio de mulheres não negras mostram estabilidade ou queda, os índices entre mulheres negras e indígenas seguem em ascensão.
“A análise dos dados de violência letal no Brasil revela uma face cruel da seletividade da proteção estatal”, afirma a deputada, enfatizando a necessidade de respostas específicas do poder público.








