Quarta-feira, 11/02/26

Custo de vida em Goiás é o segundo maior do Centro-Oeste, aponta levantamento da Serasa

Custo de vida em Goiás é o segundo maior do Centro-Oeste, aponta levantamento da Serasa
Custo de vida em Goiás é o segundo maior do – Reprodução

BOLSO DO GOIANO

Pressão tarifária: a energia elétrica residencial acumulou alta de 30,06% em 2025, impulsionando o custo de vida no estado

Deflação nos transportes e em itens como tomate e arroz ajudaram a conter um avanço maior do índice de preços no fim do ano (Foto: reprodução / Prefeitura de Goiânia)

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Uma pesquisa realizada pela Serasa mostra que Goiás possui o segundo maior custo de vida do Centro-Oeste e o 9º no ranking nacional. O valor médio mensal para viver no território goiano é de R$ 3.370. De acordo com o levantamento realizado com mais de 6 mil brasileiros, Goiás é o primeiro da lista a figurar abaixo da média nacional de gastos (R$ 3.520), consolidando-se como um divisor de águas entre as regiões mais caras e as mais acessíveis do país.

Apesar de estar abaixo da média nacional, dentro da região Centro-Oeste Goiás só é superado pelo Distrito Federal. O estado fica à frente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

De acordo com os entrevistados, a sensação de aperto financeiro é real para o goiano, já que as despesas essenciais, como supermercado, moradia e contas fixas, consomem cerca de 57% do orçamento das famílias. Em Goiás, as compras de supermercado representam o maior desembolso individual, com média de R$ 890 mensais. Ele é acompanhado por custos de moradia que giram em torno de R$ 870 a R$ 900.

A pressão orçamentária é acentuada pelas contas recorrentes, como luz, água e internet, que somam R$ 530 em média no estado. Dados do IMB/IBGE mostram que a energia elétrica foi o principal vilão de 2025 em Goiás, acumulando alta de 30,06%. Esse cenário explica porque o Centro-Oeste registra o maior custo de contas recorrentes do país, chegando a R$ 590 em recortes específicos da pesquisa.

Leia mais

Goiás vs. Brasil: Comparativo de Custo de Vida (R$)

Geral (Total) 🟢 Abaixo da Média

Supermercado 🟢 Abaixo da Média

Moradia 🟢 Abaixo da Média

Saúde 🔴 Acima da Média

Lazer 🔴 Acima da Média

Transporte 🔴 Acima da Média

Fonte: Pesquisa Serasa / Opinion Box (Jan/2026)

Alívio no transporte

Apesar do grupo de Alimentação e Bebidas ter mostrado estabilidade no fim de 2025, o contrafilé subiu 2,12% em novembro, mantendo a carne bovina como um item de pressão. Por outro lado, o setor de transportes trouxe um alívio de 0,67% no mesmo período, impulsionado pela queda nos preços da gasolina e do etanol. Deflações em itens da cesta básica, como o tomate e o arroz, também ajudaram a segurar um avanço maior do índice geral de preços.

Goiás supera a média brasileira em setores vitais para o cidadão. Na categoria de saúde e atividade física, enquanto o brasileiro gasta em média R$ 540, os goianos desembolsam R$ 570 mensais. No setor de transporte e mobilidade, o estado ocupa a 5ª posição no ranking nacional com gasto médio de R$ 410, valor superior aos R$ 350 da média nacional devido a questões de infraestrutura e deslocamento.

O perfil de consumo em Goiás mostra que o estado está acima da média nacional em lazer, com gasto mensal de R$ 360 frente aos R$ 340 do restante do país. Em contrapartida, as compras de bens não essenciais, como calçados e cosméticos, ficam em R$ 350, abaixo da média brasileira de R$ 390. Isso indica que o consumidor goiano prioriza experiências e convívio social em vez do acúmulo de bens materiais.

Apenas 19% dos moradores do Centro-Oeste consideram fácil gerenciar seus pagamentos e despesas atuais. Como as despesas essenciais ocupam uma fatia muito grande da renda, sobra pouco espaço para imprevistos, tornando o planejamento financeiro um item de sobrevivência, já que a média de gastos dos brasileiros ainda supera o salário-mínimo projetado. Mesmo assim, apenas 10% dos entrevistados cogitam mudar de cidade para reduzir custos em 2026.

A pesquisa foi feita pelo Opinion Box para a Serasa, entre 22 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026, com 6.063 entrevistados. A margem de erro é de 1,2 ponto percentual.

T LB

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