Quarta-feira, 11/03/26

Deputados divergem sobre redução da jornada de trabalho em audiência na Câmara

Deputados divergem sobre redução da jornada de trabalho em audiência na Câmara
Deputados divergem sobre redução da jornada de trabalho em audiência – Reprodução

Durante uma audiência pública na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com a participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, deputados da base governista e da oposição apresentaram visões divergentes sobre a redução da carga horária semanal de trabalho de 44 horas.

Defensores da medida, como os deputados Orlando Silva (PCdoB-SP) e Rubens Pereira Júnior (PT-MA), classificaram a jornada atual como um resquício da era industrial que compromete a saúde física e mental dos trabalhadores. Erika Kokay (PT-DF) e Luiz Couto (PT-PB) enfatizaram que o excesso de trabalho contribui para o aumento de doenças psicossociais e acidentes laborais, resultando em custos bilionários para a Previdência Social. Segundo eles, a redução da jornada elevaria a produtividade e a satisfação no ambiente de trabalho, com efeitos positivos especialmente para as mulheres, que lidam com dupla jornada.

Por outro lado, oposicionistas como Julia Zanatta (PL-SC) e Mauricio Marcon (PL-RS) manifestaram preocupações com os impactos econômicos da proposta. Eles questionaram a possibilidade de manter salários sem aumento prévio de produtividade, destacando que o Brasil tem índices de produtividade inferiores aos de países desenvolvidos. Zanatta apontou a alta carga tributária como o principal opressor do trabalhador, não a jornada de trabalho. Além disso, foi alertado o risco de fechamento de micro e pequenas empresas devido a novos custos operacionais, além de maior informalidade no mercado. O deputado Luiz Gastão (PSD-CE) mencionou que setores como saúde e turismo poderiam enfrentar aumentos de custo de até 26% ou mais.

T LB

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