Sexta-feira, 06/03/26

DF apresenta modelo de integração para localizar desaparecidos no iLab Segurança 2026

DF apresenta modelo de integração para localizar desaparecidos no iLab Segurança 2026
DF apresenta modelo de integração para localizar desaparecidos no iLab – Reprodução

Durante a II Conferência de Segurança Pública, o iLab Segurança 2026, realizada em Brasília, gestores da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentaram um painel sobre políticas públicas para o enfrentamento ao desaparecimento de pessoas. Intitulado ‘Governança Federativa e Integração Sistêmica na Política Pública de Atenção ao Desaparecimento de Pessoas no Brasil’, o debate ocorreu na quinta-feira (5) e enfatizou a estruturação dessas políticas sob a perspectiva de governança federativa, integração institucional e gestão baseada em evidências.

O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, destacou o protagonismo do Distrito Federal na construção de políticas nacionais. ‘Brasília se transforma, nestes dias, no principal espaço de diálogo e construção de soluções para a segurança pública brasileira. Ao compartilhar experiências e boas práticas, como as ações voltadas ao enfrentamento do desaparecimento de pessoas, fortalecemos a cooperação entre os estados e contribuímos para a construção de políticas públicas cada vez mais eficientes e integradas para proteger a população’, afirmou.

Participaram do painel o subsecretário de Integração de Políticas em Segurança Pública, Jasiel Fernandes, que coordenou a discussão científica, e o subsecretário de Gestão da Informação, George Couto, responsável pela apresentação de análises de dados e indicadores. Também estiveram presentes a gestora do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos do Ministério Público do DF, Polyanna Silvares, e o coordenador-geral de Políticas de Prevenção à Violência e à Criminalidade do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Leandro Arbogast.

Jasiel Fernandes observou: ‘O enfrentamento ao desaparecimento de pessoas exige governança, integração e decisões baseadas em evidências. Mas também exige sensibilidade para compreender a dor permanente das famílias que convivem com a ausência de alguém que amam. Enquanto houver uma pessoa desaparecida no Distrito Federal, não podemos parar de buscar soluções, aprimorar nossos protocolos e mobilizar instituições para localizar cada uma delas’.

O Distrito Federal registra um dos melhores índices de localização de pessoas desaparecidas no país, com taxas variando entre 96% e 98%. Entre as iniciativas destacadas está o Plano de Ação para Enfrentamento ao Desaparecimento de Pessoas, apresentado em fevereiro deste ano. O documento estabelece diretrizes estratégicas, fluxos operacionais integrados e protocolos para ampliar a capacidade de resposta do Estado, com foco na localização rápida e na proteção das famílias.

A proposta reforça a articulação entre órgãos de segurança pública, sistema de justiça e rede de proteção social, integrando instrumentos nacionais e bases de dados para maior eficiência no acompanhamento dos casos. George Couto enfatizou a necessidade de padronização na concepção estatística dos dados sobre desaparecimentos em nível nacional, e os índices do DF deverão constar no Anuário de Segurança Pública de 2026, previsto para março.

O iLab Segurança 2026, iniciado na terça-feira (3) e encerrando na sexta-feira (6), reúne secretários estaduais, comandantes de polícias e autoridades federais em Brasília para fortalecer o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) e aprimorar políticas na área.

*Com informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF)

 

T LB

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