As descobertas, publicadas na revista Nature, foram consideradas animadoras pelos pesquisadores. Ao longo de uma década, a equipe limpou e montou cuidadosamente os ossos delicados do fóssil para evitar danos ao esqueleto frágil. A análise confirmou que a espécie realmente estava entre as menores do grupo e apresentava características distintas em relação a seus parentes.
Durante o estudo, os cientistas também descobriram que esses dinossauros podem ter surgido muito antes do que se imaginava. A ampla distribuição do grupo provavelmente ocorreu quando os continentes ainda estavam conectados, formando o supercontinente Pangea. Isso ajuda a explicar por que fósseis semelhantes já foram encontrados em diferentes partes do mundo, incluindo regiões da Ásia.
Do ponto de vista anatômico, a espécie parece ter desenvolvido gradualmente suas características especializadas, como os braços curtos e adaptações para se alimentar de insetos, como formigas. “Agora temos um ponto de referência que nos permite identificar com mais precisão achados fragmentados e mapear transições evolutivas na anatomia e no tamanho corporal”, explicou Makovicky ao Science Daily.
O fóssil foi encontrado em uma área considerada extremamente valiosa, em La Buitrera, localizada na província de Río Negro, no sul da Argentina. No local, pesquisadores já desenterraram fósseis de serpentes primitivas e de pequenos mamíferos dente-de-sabre.
Os cientistas continuam estudando os fósseis da região, e novas descobertas podem em breve ampliar o conhecimento sobre essa e outras espécies. “Já encontramos ali o próximo capítulo da história dos alvarezsaurídeos”, acrescentou Makovicky.








