Quinta-feira, 19/03/26

Distrito Federal é 1º em ranking nacional de infraestrutura

Distrito Federal é 1º em ranking nacional de infraestrutura
Distrito Federal conquista primeiro lugar em ranking nacional de infraestrutura – Reprodução

DF lidera ranking nacional de infraestrutura

O Distrito Federal conquistou o primeiro lugar no ranking nacional de infraestrutura do Índice Confea de Infraestrutura do Brasil, o Infra-BR, lançado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A capital federal alcançou nota 74,67 na média entre os critérios avaliados, seguida por São Paulo, com 68,49, e Rio de Janeiro, com 65,84.

Critérios da avaliação

Foram seis os critérios avaliados, com o DF obtendo o melhor resultado do país em mobilidade, meio ambiente e resiliência, e saneamento básico. Os demais critérios foram energia e conectividade, água, e bem-estar social e cidadania. A capital federal figurou entre os primeiros colocados em todos, ficando em segundo lugar no critério água, atrás de São Paulo por três décimos.

Segundo o Confea, o Infra-BR foi criado em parceria com a equipe do IPS-Brasil, inspirado na metodologia da American Society of Civil Engineers (Asce), e apresenta um diagnóstico da infraestrutura brasileira, avaliando as 27 unidades da Federação.

Investimentos e programas do GDF

O sucesso no ranking é resultado de ações desenvolvidas pelo Governo do Distrito Federal (GDF) desde 2019, incluindo programas de infraestrutura e de saneamento básico focados na universalização dos serviços, expansão de redes e melhoria da drenagem urbana. A ampliação da capacidade de tratamento de esgoto, por exemplo, é fundamental para o desempenho em saneamento básico. O GDF, por meio da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), realizou investimentos para atingir 99% de cobertura de água e 95% de esgoto no DF.

O presidente da Caesb, Luis Antônio Reis, destacou que o resultado reconhece o trabalho contínuo no setor. “O Confea é uma entidade respeitadíssima e trata da regulação de toda a área federal. Esse indicador que coloca o DF na liderança é muito importante e vemos como um resultado positivo do trabalho diário do GDF para continuar no topo”, declarou.

Reis afirmou que o DF mantém programas focados em saneamento, sendo a única unidade da Federação universalizada em esgoto e água. “Continuamos ampliando, reformando e trazendo a interligação de todo o sistema. Todas essas ações sendo reconhecidas em um indicador tão importante quanto o Confea é um orgulho”, destacou.

Saneamento

Na área de saneamento básico, um dos eixos de atuação é a ampliação da infraestrutura em regiões em regularização urbana, através de programas como o Água Legal. Criada em 2019, a iniciativa já beneficiou mais de 36 mil pessoas com água potável e rede de esgoto, com investimentos de mais de R$ 30 milhões. Outro projeto é o saneamento integrado do bairro Santa Luzia, na Estrutural, com investimento de R$ 85 milhões para atender cerca de 20 mil moradores com redes de água, esgoto, drenagem, pavimentação e iluminação. A expansão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do Recanto das Emas, com investimento de R$ 274 milhões, atenderá novas unidades habitacionais do programa Morar Bem.

Segurança hídrica

A segurança hídrica do Distrito Federal recebeu atenção após a crise de 2017. Inaugurada em 2025 com investimento de R$ 100 milhões, a nova adutora Corumbá–Jardim Botânico reforça o abastecimento em São Sebastião, Jardim Botânico e Jardins Mangueiral. O Sistema de Abastecimento de Água Norte, com cerca de R$ 135 milhões em recursos, amplia a oferta de água para Sobradinho I e II, Grande Colorado, Lago Norte e Taquari.

Infraestrutura e Drenar DF

Ações de manutenção e melhoria da infraestrutura urbana são realizadas pelo programa GDF Presente, que atua na recuperação de vias, pavimentação e serviços de zeladoria. A infraestrutura urbana também recebe investimentos na captação de águas da chuva. O programa Drenar DF, inaugurado em 2025, tornou-se o maior sistema de drenagem de Brasília, com obras de ampliação da rede para reduzir alagamentos. Como complemento, o governo investiu mais de R$ 240 milhões na construção de 40 bacias de contenção para armazenar temporariamente grandes volumes de água da chuva.

T LB

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