O representante dos Estados Unidos na Otan disse, nesta sexta-feira (13), que a Rússia talvez nunca esteja preparada para chegar a um acordo que ponha fim à guerra na Ucrânia.
O presidente americano Donald Trump está pressionando para encerrar o conflito, que começou após a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, mas as conversas mediadas por Washington até agora não deram sinais de avanço.
“Acho que os ucranianos agora estão dispostos a alcançar um acordo razoável, que, dadas as circunstâncias, seria justo”, afirmou o embaixador americano Matthew Whitaker em um painel durante o primeiro dia da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.
“Mas não estou convencido de que, em última instância, os russos estejam preparados para chegar a um acordo, ou de que sejam capazes de fazê-lo em algum momento”, acrescentou Whitaker.
Sua mensagem contrasta com a transmitida por Trump horas antes, quando disse que o líder ucraniano Volodimir Zelensky teria “que se mexer”, pois a “Rússia quer fazer um acordo”.
Moscou se mantém firme em suas exigências de amplas concessões territoriais e políticas por parte da Ucrânia, rejeitadas por Kiev por considerá-las o equivalente a uma capitulação.
A Rússia também está pressionando para que as forças ucranianas se retirem da região oriental de Donetsk, na Ucrânia.
Kiev, por sua vez, rejeitou uma retirada unilateral e quer sólidas garantias de segurança do Ocidente para dissuadir Moscou de retomar sua ofensiva após qualquer cessar-fogo.
No primeiro dia da Conferência de Segurança de Munique, dirigentes europeus, incluindo o chanceler alemão Friedrich Merz e o presidente da França Emmanuel Macron, se reuniram com Zelensky.
Os dois dirigentes manifestaram vontade de retomar o diálogo com o presidente russo Vladimir Putin, mas Merz acrescentou que Moscou “não tem ainda a vontade de manter uma discussão séria”.
O próximo ciclo de negociações entre Moscou, Kiev e Washington para tentar encontrar uma saída diplomática para a guerra na Ucrânia está marcado para terça e quarta-feira em Genebra, na Suíça, anunciou o Kremlin.








