Segunda-feira, 23/02/26

Entre a Corrupção e o Medo: o Brasil em Crise de Confiança

Foto: MTG

Escândalos, abusos institucionais e violência cotidiana minam a esperança dos brasileiros do bem por um futuro mais justo e seguro.

A sensação de roubalheira generalizada corrói a confiança da população nas instituições e no próprio futuro do país. Quando casos de desvio de dinheiro público se acumulam sem punições exemplares, cria-se a percepção de que a corrupção deixou de ser exceção para se tornar regra. O cidadão comum, que trabalha e paga impostos, passa a se sentir enganado por um sistema que parece premiar os maus e penalizar os honestos.

Os escândalos diários envolvendo autoridades agravam ainda mais esse cenário de descrédito. A cada nova denúncia, reforça-se a ideia de que parte significativa da classe dirigente está desconectada da realidade do povo. Em vez de servir ao interesse público, muitos parecem usar seus cargos como instrumentos de poder pessoal, alimentando indignação e revolta social.

Nesse contexto, a Constituição, que deveria ser o pilar máximo da democracia, é vista por muitos como sendo constantemente desrespeitada ou relativizada. Quando princípios constitucionais são ignorados conforme a conveniência política ou interpretados de forma seletiva, a segurança jurídica se enfraquece. Isso gera incerteza e medo, pois o cidadão deixa de saber quais direitos realmente lhe são garantidos.

A chamada ditadura judicial surge, para parte da população, como um símbolo desse desequilíbrio institucional. Decisões que extrapolam limites legais ou invadem competências de outros poderes alimentam a percepção de autoritarismo. Em vez de árbitro imparcial, o Judiciário passa a ser visto como ator político, o que aprofunda a polarização e a desconfiança.

As prisões arbitrárias, reais ou percebidas como tais, reforçam esse sentimento de injustiça. Quando pessoas são privadas de sua liberdade sem o devido processo legal claramente respeitado, instala-se o temor de que qualquer um possa ser o próximo alvo. A liberdade individual, valor fundamental em uma democracia, passa a parecer frágil e condicionada ao humor do poder.

Paralelamente, o aumento da criminalidade no dia a dia expõe a falência do Estado em garantir segurança básica à população. Cidades cada vez mais violentas, crimes recorrentes e a sensação de impunidade fazem com que o cidadão de bem se sinta abandonado. O medo passa a fazer parte da rotina, limitando sonhos, projetos e a própria convivência social.

Diante desse conjunto de problemas — corrupção, abusos de poder, insegurança jurídica e violência — a esperança de dias melhores se esvai para muitos brasileiros do bem. Ainda assim, permanece o desejo de que a consciência cívica, a cobrança por responsabilidade e o respeito às leis possam, um dia, recolocar o país no caminho da justiça, da ordem e da verdadeira democracia.

Redação – Correio de Santa Maria/Por Vital Furtado

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