O obstáculo, porém, é técnico. Embora a câmera LROC possa atingir resoluções de até 0,25 metros por pixel, confirmar a presença de um objeto tão pequeno continua sendo extremamente difícil.
Como observou Mark Robinson, pesquisador principal da LROC, “podemos olhar fixamente para uma imagem e talvez seja aquilo, mas não pode ter certeza”.
Inteligência artificial na busca lunar
A segunda busca pela sonda soviética foi realizada pela equipe do University College London. Em um estudo publicado em 21 de janeiro no jornal científico Npj Space Exploration, os pesquisadores treinaram um algoritmo de aprendizado automático chamado YOLO-ETA (You-Only-Look-Once-Extraterrestrial Artifact), projetado para identificar possíveis detritos artificiais na superfície lunar.
Ao ser aplicado à área onde se estima que a Luna 9 tenha pousado, o sistema identificou um conjunto de possíveis artefatos perto das coordenadas 7,03° N, 64,33° O. De acordo com a equipe, esses indícios atendem a vários critérios de plausibilidade, embora não constituam uma confirmação. Eles aparecem consistentemente sob diferentes condições de iluminação, sua disposição espacial é compatível com a dispersão prevista dos componentes do módulo de pouso e o relevo do terreno corresponde ao perfil do horizonte visível em fotografias históricas.
“No mínimo, detectamos um artefato desconhecido”, disse o coautor Lewis Pinault ao The New York Times. “Estou muito otimista e acredito que possa ser a Luna 9.”








