Terça-feira, 10/02/26

Estados devem criar 600 mil vagas em ensino técnico para renegociar dívidas

Estados devem criar 600 mil vagas em ensino técnico para renegociar dívidas
Estados devem criar 600 mil vagas em ensino técnico para – Reprodução

Os 22 estados que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) precisam expandir 600 mil novas matrículas no ensino de educação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio até o fim de 2026.

As metas foram estabelecidas por portaria do Ministério da Educação (MEC), publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (9). O programa Juros por Educação, parte do Propag e criado pela Lei Complementar 212/2025, visa valorizar e expandir a EPT no país, contribuindo para evitar a evasão escolar, melhorar a infraestrutura das escolas, promover a formação continuada de profissionais da educação e aproximar a educação do mundo do trabalho.

A iniciativa permite que os estados e o Distrito Federal renegociem dívidas com a União, com descontos nos juros, parcelamento do saldo em até 30 anos, amortizações extraordinárias e redução das parcelas nos primeiros cinco anos. Essa economia possibilita investimentos para expandir vagas na educação profissional técnica de nível médio e melhorar a infraestrutura dos cursos.

Os estados participantes são: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo e Tocantins.

As metas de novas vagas são calculadas com base no Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, considerando a população do último censo do IBGE. O MEC define etapas como meta nacional e estadual de matrículas, déficit estadual, volume estadual e nacional de matrículas.

Os estados poderão ofertar cursos técnicos em modalidades como educação de jovens e adultos (EJA), articulados com o ensino médio regular de forma simultânea ou subsequente, respeitando as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional e Tecnológica.

Somente matrículas ofertadas diretamente pelas redes estaduais ou por parcerias, registradas no Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec), serão consideradas. O MEC fará a avaliação do programa por meio de balanços e relatórios periódicos.

*Com informações da Agência Brasil

T LB

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