Sábado, 28/02/26

Estudante premiada desenvolve filtro sustentável contra poluição na farinha de mandioca

Estudante premiada desenvolve filtro sustentável contra poluição na farinha de mandioca
Estudante premiada desenvolve filtro sustentável contra poluição na farinha de – Reprodução

Beatriz Vitória da Silva, de 18 anos, estudante da Escola Técnica Estadual Professor Paulo Freire, em Pernambuco, conquistou o segundo lugar na categoria Ensino Médio do Prêmio Jovem Cientista. O projeto, desenvolvido em parceria com colegas e orientação do IF Sertão-PE, propõe uma solução sustentável para reduzir a poluição causada pela manipueira, resíduo líquido gerado na produção de farinha de mandioca na comunidade quilombola de Carnaíba (PE).

O FiltroPinha, criado a partir de cascas da fruta-pinha, é um sistema de baixo custo que diminui a toxicidade do resíduo descartado nas casas de farinha. “O FiltroPinha foi desenvolvido por um grupo de quatro estudantes, dois de nós do próprio quilombo. Foi muito gratificante perceber que a gente podia criar uma solução para ajudar a nossa comunidade”, afirmou Beatriz. Para ela, o prêmio reforça que a ciência pode dialogar com a realidade local e nascer do simples.

A edição do prêmio, cujo tema foi Resposta às Mudanças Climáticas: Ciência, Tecnologia e Inovação como Aliadas, incentivou soluções para enfrentar desafios ambientais. Durante a cerimônia, a secretária de Políticas e Programas Estratégicos do MCTI, Andréa Latgé, destacou o caráter transformador das iniciativas. “Vocês são liderança. Quem alcança esse prêmio se torna referência para os colegas e para a comunidade”, disse. Ela também enfatizou a importância de aproximar ciência e políticas públicas para ampliar o acesso à educação científica.

O presidente do CNPq, Ricardo Galvão, ressaltou o papel do prêmio na revelação de talentos e no fortalecimento da autoestima científica. “Esse reconhecimento é impulsionador das carreiras científicas”, afirmou. Na premiação de 2025, dez jovens e duas instituições foram reconhecidos.

Na categoria Mestre e Doutor, os vencedores foram: 1º lugar, Elizângela Aparecida dos Santos (UFVJM – MG); 2º lugar, Luíz Fernando Esser (UEM – PR); 3º lugar, Tauany Aparecida da Silva Santa Rosa Rodrigues (UFRJ – RJ). Na categoria Estudante do Ensino Superior: 1º lugar, Manuelle Da Costa Pereira (IF Amapá); 2º lugar, Isac Diógenes Bezerra (IFCE); 3º lugar, Anna Giullia Toledo Hosken (Faculdade de Medicina de Petrópolis – RJ). No Ensino Médio: 1º lugar, Raul Victor Magalhães Souza (CE); 2º lugar, Beatriz Vitória da Silva (PE); 3º lugar, Gabriel da Silva Santos (PE).

O Prêmio Jovem Cientista, iniciativa do CNPq e MCTI em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Editora Globo, Canal Futura e patrocínio da Shell, anuncia sua 32ª edição com o tema Inteligência Artificial para o Bem Comum. A premiação busca projetos que explorem o uso responsável da IA para melhorar a qualidade de vida e fortalecer políticas públicas. Informações estão disponíveis no site do Prêmio Jovem Cientista.

Com informações do Governo Federal

T LB

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