Quinta-feira, 29/01/26

Estudo alerta para calor extremo afetando 3,8 bilhões até 2050

Estudo alerta para calor extremo afetando 3,8 bilhões até 2050
Estudo alerta para calor extremo afetando 3,8 bilhões até 2050 – Reprodução

Um estudo da Universidade de Oxford, publicado na revista científica Nature Sustainability, projeta que metade da população global, cerca de 3,8 bilhões de pessoas, viverá sob condições de calor extremo em 2050, caso o aquecimento global supere 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais.

De acordo com os pesquisadores, países como Brasil, Laos, Nigéria, Sudão do Sul e República Centro-Africana enfrentarão aumentos significativos e perigosos nas temperaturas. Nações populosas, incluindo Índia, Nigéria, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas, também sofrerão impactos fortes do aquecimento.

As regiões afetadas estão despreparadas para esse nível de calor, o que pode levar muitos moradores a dependerem de aparelhos de ar-condicionado nos próximos cinco anos.

Países de climas mais frios, como Finlândia, Rússia e Canadá, experimentarão mudanças relativas mais acentuadas, com vários dias de calor intenso. Nessas áreas, mesmo aumentos menores na temperatura terão efeitos severos, pois as estruturas locais são projetadas para enfrentar baixas temperaturas.

“Nossas descobertas devem funcionar como um alerta. Ultrapassar o limite de 1,5ºC de aquecimento terá um impacto sem precedentes em tudo, da educação à saúde e da migração à agricultura”, alertou Radhika Khosla, uma das líderes da pesquisa na Oxford.

Para Khosla, o caminho para mitigar esses efeitos é promover o desenvolvimento sustentável, com emissões líquidas zero, a fim de reverter a tendência de dias cada vez mais quentes.

T LB

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