Quarta-feira, 01/04/26

Evoluímos no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, diz diretora da Petrobras

Evoluímos no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, diz diretora da Petrobras
Evoluímos no enfrentamento às violências no ambiente de trabalho, diz – Reprodução

A Petrobras tem evoluído no enfrentamento às violências envolvendo sua força de trabalho, especialmente as mulheres, disse nesta terça-feira, 31, a diretora de Assuntos Corporativos da Petrobras, Clarice Coppetti. Ao lembrar os episódios de assédio envolvendo a empresa, que ganharam repercussão nacional em 2023, a executiva garantiu que a estatal “observa a realidade brasileira” e adota ações efetivas para um ambiente corporativo mais diverso e seguro.

“Naquele momento a empresa não se furtou de fazer o debate e hoje temos 55 ações voltadas a trabalhadores e terceirizados dentro do Programa Petrobras contra as Violências Sexuais e no Trabalho e disponibilizamos o Canal de Acolhimento para escuta e orientação sobre qualquer tipo de violência no trabalho”, listou

A executiva representou a presidente da estatal, Magda Chambriard, em encontro organizado pela Petrobras, Presidência da República e pelo Banco do Brasil no Rio de Janeiro para discutir compromissos de empresas públicas e privadas no combate ao feminicídio e à violência de gênero. No evento, a empresa lançou uma cartilha sobre prevenção da violência contra as mulheres, que pode ser baixada no site da empresa.

Coppetti lembrou ainda que desde 2023 a Petrobras passou de 17% para 17,5% de participação feminina no quadro funcional. A empresa tem a meta de alcançar 26% de mulheres e 26% de pessoas negras em posições de liderança até 2030.

A estatal também incluiu, já a partir de 2026, metas de diversidade nos indicadores que influenciam a remuneração variável da Diretoria Executiva, vinculando o desempenho da alta gestão aos resultados em diversidade.

A estatal também prevê a implementação do projeto Plataformas dos Sonhos para Todas as Pessoas, voltado a tornar o ambiente de Exploração e Produção mais diverso. As plataformas P-84 e P-85, que vão operar na Bacia de Santos, fazem parte do projeto e foram desenhadas para atender a demandas das trabalhadoras.

“Estamos pensando nas mulheres que passam 14 dias embarcadas, mas também em todo o plano de carreira de quem trabalha offshore”, afirmou. “Ampliamos os programas de mentoria feminina para engajar essas mulheres que já são altamente preparadas. Mais de 40% das participantes já ascenderam de cargo”, acrescentou.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *