Quinta-feira, 05/03/26

FCO Mulheres Empreendedoras impulsiona autonomia de mulheres no Centro-Oeste

FCO Mulheres Empreendedoras impulsiona autonomia de mulheres no Centro-Oeste
FCO Mulheres Empreendedoras impulsiona autonomia de mulheres no Centro-Oeste – Reprodução

A administradora Amina Láila Serra Abdel Ghani, de 43 anos, superou preconceitos e desafios para liderar a Formosa Manutenção de Aeronaves (Formaer), em Formosa (GO). Apesar de enfrentar desconfiança constante por ser mulher à frente do negócio, ela assumiu a gestão há oito anos e transformou a empresa em ascensão.

Nascida em Brasília, Amina começou a trabalhar cedo, aos 13 anos, e enfrentou um choque cultural ao se aproximar da família paterna, marcada por tradições árabes rígidas. Sua paixão pela aviação a levou a co-fundar e gerir a Formaer, que enfrentava dificuldades financeiras na época. Ela padronizou serviços, treinou funcionários, investiu em divulgação e participou de eventos do setor, mas ainda lidou com perdas de clientes devido a preconceitos.

Para impulsionar o crescimento, Amina recorreu ao Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) Mulheres Empreendedoras. Em meados de setembro de 2025, contratou um financiamento de cerca de R$ 600 mil junto ao Banco do Brasil, com taxas de juros menores e prazos estendidos. Com os recursos, reformou estruturas, construiu novas salas para os 25 colaboradores, adquiriu ferramentas, maquinários e importou peças, projetando lucros e uma possível nova unidade.

“Uma mulher capitalizada é uma mulher empoderada. A gente fica com mais voz ativa e mais poder de decisão”, afirma Amina.

O FCO Mulheres Empreendedoras, gerido pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) por meio da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), foi instituído em 2023. O programa oferece condições diferenciadas de carência, juros, prazos e limites para microempreendedoras individuais (MEI), produtoras rurais de mini, pequeno e médio porte, e micro e pequenas empresas com pelo menos 40% de participação de sócias mulheres, dirigidas por elas.

Segundo a superintendente da Sudeco, Luciana Barros, a iniciativa visa ampliar o acesso ao crédito para mulheres que empreendem informalmente em casa, em setores como comércio, serviços e produção artesanal, transformando esses negócios em fontes principais de renda e promovendo o crescimento econômico na região Centro-Oeste.

O crédito pode ser solicitado em instituições como Banco do Brasil, BRB, Sicoob e outras cooperativas e agências de fomento. Histórias como a de Amina destacam o impacto do programa na geração de renda, empregos e maior representatividade feminina no setor produtivo.

*Com informações do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional

T LB

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