Sexta-feira, 10/04/26

Frente em Defesa das OSCs lança Agenda Mínima na Câmara dos Deputados

Frente em Defesa das OSCs lança Agenda Mínima na Câmara dos Deputados
Frente em Defesa das OSCs lança Agenda Mínima na Câmara – Reprodução

A Câmara dos Deputados sediou, nesta quarta-feira (8), o lançamento da Agenda Mínima da Frente Parlamentar Mista em Defesa das OSCs (FPOSC). O evento marcou o início de uma articulação que reúne parlamentares como Reimont, Nilto Tatto e Tadeu Veneri, lideranças do Governo Federal e representantes de redes de incidência política, incluindo Cássio França (GIFE), Eduardo Brasileiro (Secretaria-Geral da Presidência – SGPR) e Candice Araújo (Elo/Confoco).

A iniciativa visa reposicionar o papel das organizações da sociedade civil (OSCs) no debate político brasileiro, garantindo que direitos e serviços cheguem efetivamente às comunidades, superando limitações da presença estatal. A Agenda Mínima foca em três eixos prioritários: o aprimoramento do marco regulatório, a ampliação do acesso a recursos e a consolidação de canais efetivos de participação.

Cássio França destacou a necessidade de a Frente ser proativa e não apenas reativa diante de forças contrárias ao fortalecimento das OSCs. “Há muitas forças contrárias ao fortalecimento das organizações da sociedade civil e a gente pode ficar horas, dias, meses lutando para não perder espaço político”, afirmou.

Em entrevista, o deputado Reimont reforçou a importância de um diálogo permanente entre Parlamento e sociedade civil. “Queremos estabelecer um diálogo permanente que entenda que precisamos reagir aos ataques, mas também avançar. Temos que ser propositivos com as pautas, porque o governo precisa da sociedade civil organizada para fazer as políticas públicas avançarem”, disse o parlamentar.

O deputado Nilto Tatto enfatizou o resgate histórico e a valorização do trabalho das OSCs, recordando avanços sociais como a saída do Brasil do Mapa da Fome, resultado da atuação de movimentos e associações. Ele defendeu a conversão desse reconhecimento em segurança jurídica e disputa orçamentária. A FPOSC aprimorou sua gestão com um Conselho Consultivo diverso, composto por 15 organizações que representam causas como o combate ao racismo e a defesa ambiental.

Eduardo Brasileiro pontuou que as OSCs não são meras prestadoras de serviços, mas agentes de cogestão que formulam, elaboram, executam e avaliam políticas públicas junto ao poder público. “O que a gente encontra é o desafio de uma burocracia que criminaliza as organizações, de uma burocracia que fragiliza o espaço de participação. O nosso papel aqui é construir um caminho sólido de segurança institucional para as OSCs”, afirmou o diretor de Parcerias da SGPR.

Candice Araújo, vice-presidente do Confoco pela sociedade civil, destacou a reconstrução dos espaços de escuta como essencial para que o setor tenha voz ativa no Parlamento. Com o lançamento da Agenda Mínima, a FPOSC estabelece um roteiro de incidência direta para transformar a mobilização social em conquistas legislativas concretas e permanentes.

T LB

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