Quinta-feira, 08/01/26

Goianos sofrem golpe de assessoria que prometia cidadania europeia

Goianos sofrem golpe de assessoria que prometia cidadania europeia
Goianos sofrem golpe de assessoria que prometia cidadania europeia – Reprodução

Goianos sofrem golpe de assessoria que prometia cidadania europeia

Vítimas relatam prejuízos e dificuldades após contratar assessoria de imigração.

Moradores de Goiás denunciam ter sido vítimas de um suposto esquema de fraude que envolve uma assessoria de imigração que prometia cidadania europeia e passaportes, mas não entregou os serviços contratados. O grupo de vítimas reúne mais de 300 pessoas em diferentes países, sendo que cerca de 80 já se mobilizaram para registrar boletins de ocorrência online. Entre os relatos estão famílias que precisaram retornar ao Brasil após ficarem em situação migratória irregular no exterior. O caso foi divulgado nesta semana.

Entre as vítimas está uma pessoa de Goiânia, que prefere não se identificar. Ela afirma ter contratado o serviço para conseguir a nacionalidade portuguesa pela via de judeus sefarditas. Segundo ela, apesar dos pagamentos realizados, o processo não avançou e nenhum documento oficial foi entregue.

De acordo com os contratos apresentados pelas vítimas, os valores cobrados eram de 4 mil euros por pessoa, cerca de R$ 25 mil. Há relatos, porém, de cobranças que chegaram a mais de R$ 44 mil. A mulher conta que, além do prejuízo financeiro, a falta de regularização a obrigou a deixar Londres, onde morava, e retornar para Goiânia.

Outros denunciantes afirmam ter buscado regularização em países como Inglaterra e Portugal, mas dizem que os processos nunca foram concluídos, apesar das promessas e dos pagamentos efetuados.

Segundo informações do Mais Goiás, A assessoria é coordenada por uma mulher, que se apresenta como jornalista e assessora jurídica internacional, com domicílio profissional em Portugal. Nos contratos firmados, ela recebe poderes por meio de procuração para atuar junto a órgãos portugueses, como a Conservatória dos Registos Centrais, com o objetivo de solicitar a nacionalidade portuguesa pela legislação voltada a descendentes de judeus sefarditas.

Os documentos preveem a prestação de serviços como organização de documentação, solicitação de certificados junto à Comunidade Israelita de Lisboa e acompanhamento do processo de nacionalidade, com prazo de execução indeterminado. As vítimas afirmam que não receberam comprovantes concretos do andamento dos pedidos nem respostas claras sobre a situação dos processos.

O casal procurou a 15º Delegacia a delegacia e os casos agora são apurados pela Polícia Civil, que devem investigar se há indícios de crime de estelionato, fraude ou outras irregularidades. As vítimas também estudam medidas judiciais coletivas para tentar reaver os valores pagos e responsabilizar os envolvidos.

O jornal tentou contato com a mulher que se apresenta como jornalista, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço permanece aberto para manifestação.

T LB

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