Terça-feira, 17/03/26

Golpista é presa por extorsão e diz: “Foi bom enquanto durou”

Golpista é presa por extorsão e diz: "Foi bom enquanto durou"
Golpista é presa por extorsão e diz: "Foi bom enquanto durou" | Imagem: Reprodução

Golpista é presa por extorsão e diz: “Foi bom enquanto durou”

Após ser presa em 12 de dezembro por extorquir homens com falsos encontros na internet, uma mulher surpreendeu ao declarar em depoimento: “Foi bom enquanto durou”.

Entenda o caso

Segundo o delegado Erick Lopes Esteves, a frase chamou atenção porque ela já havia sido presa em 2016 pelo mesmo crime.

Uma pessoa foi detida em Colatina, no Espírito Santo, juntamente com o marido e uma conhecida do casal.

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), o grupo movimentou cerca de R$ 600 mil em apenas seis meses com os crimes.

Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva e quatro de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de bens e valores pertencentes aos investigados.

Durante a Operação Luxúria, a polícia apreendeu relógios, óculos e perfumes importados, além de dinheiro em espécie e um carro avaliado em aproximadamente R$ 120 mil.

A mulher levava uma vida de luxo, com viagens e compras frequentes. Além disso, a mulher passou por procedimentos estéticos de alto custo, que alteraram significativamente sua fisionomia. O “antes e depois” dela impressiona.

Além dos procedimentos estéticos, a mulher passou por cirurgias, assim como sua filha. Segundo as investigações, todo esse padrão de vida era financiado com recursos obtidos por meio das extorsões.

Mais detalhes:

  • As investigações começaram após vítimas passarem a denunciar os crimes. Uma delas chegou a perder cerca de R$ 30 mil.
  • A polícia identificou 15 vítimas em mais de 10 municípios do Espírito Santo, todas atraídas por falsos encontros marcados pela internet.
  • Segundo a PCES, a mulher era a líder do grupo criminoso e já havia sido presa em outras operações.

De acordo com as apurações, a golpista criava perfis em sites de relacionamento, se aproximava das vítimas, trocava fotos e informações pessoais e marcava encontros que nunca aconteciam.

Em seguida, passava a ameaçar divulgar conversas e imagens para familiares, parentes e esposas das vítimas, exigindo dinheiro para manter o silêncio.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *