PEDRO JUAN CABALLERO
Crime foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão e o alvo era um produtor rural
Granada usada em atentado com drone em Itaberaí foi adquirida no Paraguai (Foto: Freepik)
A granada que seria utilizada em um atentado em Itaberaí, que não foi realizado por uma falha na execução, entre 15 e 17 de janeiro, foi adquirida no Paraguai. A informação foi divulgada pelo delegado Samuel Moura à TV Anhanguera nesta quarta-feira (4). O crime foi motivado por uma dívida agrícola de R$ 1,5 milhão e o alvo era um produtor rural. Três pessoas foram presas no Mato Grosso quando retornavam para Goiás, na segunda-feira (2).
Segundo o delegado, os drones e o artefato foram adquiridos em Pedro Juan Caballero. No dia do crime, a granada seria solta no quintal da casa onde o produtor rural vive com a família. Na primeira tentativa, a aeronave não conseguiu liberar o explosivo e foi ao chão após bater em um coqueiro. Foi enviado, então, um segundo drone para resgatar o primeiro com uma corda, mas este também caiu. Para Samuel, a distância entre o local da operação e a residência pode ter interferido no sinal e atrapalhado a execução.
No último fim de semana, os suspeitos retornaram ao Paraguai. Dois deles, quando foram presos, estavam com outra granada adquirida no local e uma pistola. O terceiro foi detido em Primavera do Leste (MT), que seria a “base” da quadrilha.
O delegado explicou que a granada é uma M7, de uso militar. Conforme as investigações, os suspeitos não tinham recursos para adquirir esses itens. Agora, a corporação apura se o credor da dívida tem relação com o caso ou se teria vendido o débito para grupos de cobrança. O intuito é saber acerca de um suposto apoio que o grupo teria na execução do plano.
Os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais, com imagens geradas por inteligência artificial, para dificultar a identificação. Eles também usavam telefones registrados em CPFs de terceiros. Mesmo após a primeira tentativa de cometer o crime falhar, eles seguiam fazendo ameaças à vítima.
Operação Cobrança Final
A Operação Cobrança Final cumpriu seis mandados de prisão e de busca e apreensão contra suspeitos. O ataque só não foi bem-sucedido porque os dois drones colidiram com uma palmeira no jardim de uma casa, localizada na Vila Leonor, em Itaberaí. Com a queda das aeronaves, a proprietária encontrou os artefatos e acionou a Polícia Militar.
No dia dos fatos, devido ao alto poder de destruição dos explosivos, o Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Goiânia foi acionado para realizar a detonação controlada no local. Desde então, a Polícia Civil, por meio de inteligência e perícia técnica nos componentes eletrônicos dos drones, trabalhou para identificar os operadores e os mandantes do crime.
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