Quarta-feira, 04/02/26

Grupo acusado de ameaçar produtores rurais e moradores de terra indígena é alvo da PCGO

Suspeitos sendo abordados por policiais - (Foto: reprodução/PC)
Grupo acusado de ameaçar produtores rurais e moradores de terra – Reprodução

ESQUEMA CRIMINOSO

Polícia Civil cumpriu 15 mandados em Mato Grosso, Goiás, Pará e Tocantins. Sete pessoas foram presas em flagrante

Suspeitos sendo abordados por policiais – (Foto: reprodução/PC)

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Um grupo criminoso suspeito de praticar ameaças, intimidações e violência contra moradores e produtores rurais da Terra Indígena Urubu Branco, no nordeste de Mato Grosso, entrou na mira da Polícia Civil (PCGO) nesta quarta-feira (4), durante operação no Estado, mas também em Goiás, Pará e Tocantins. Ao todo, a corporação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão.

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Em Goiás, as ordens judiciais foram cumpridas em Goiânia, Montes Claros e Jussara. Sete pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo durante a ação. “O principal alvo da investigação tem histórico de ameaças, intimidações e atuação ligada a conflitos fundiários e crimes ambientais. Há indícios de que ele utilizou terceiros e familiares como apoio logístico”, explica a delegada Karen Amaral Makrakis, responsável pela investigação.

As investigações apontaram que os crimes ocorriam há anos, mas que as ameaças se intensificaram ao longo de 2025, após a morte de um integrante ligado ao bando. A partir desse episódio, foram registradas novas ações de intimidação, tentativas de retaliação e uma reorganização do grupo, que passou a atuar também fora de Mato Grosso.

De acordo com a PC, foi identificado que os alvos utilizavam diversos imóveis urbanos e rurais como pontos de apoio, mudando frequentemente de endereço para tentar dificultar a atuação policial. Diante disso, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em caráter itinerante, permitindo que as diligências fossem realizadas conforme a localização atual dos investigados.

“O que a gente busca é acabar com esse aspecto intimidatório que vinha se criando. Ninguém pode ser ameaçado ou pressionado por intimidações ou interesse econômico. A atuação da Polícia Civil é justamente para garantir que as pessoas consigam viver e trabalhar sem medo”, concluiu a delegada.

T LB

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