Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (18), o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) questionou a atuação de órgãos de segurança e autoridades federais durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo o parlamentar, documentos comprovam que, já no dia 5 de janeiro, os governos federal e do Distrito Federal tinham informações sobre os eventos que ocorreriam. Heinze mencionou uma solicitação de informações feita pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) no início de 2023, que revelaria que cerca de 40 órgãos do DF e da União estavam cientes do que ia acontecer.
O senador destacou que as Polícias Legislativas da Câmara e do Senado tomaram providências, assim como a Polícia Rodoviária Federal, que sabia da quantidade de ônibus a chegar em Brasília no dia 8. No entanto, ele questionou por que a Polícia Militar não foi mobilizada e por que os manifestantes, que saíram do QG do Exército, não foram interceptados.
Heinze também criticou a atuação do então ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmando que ele tinha conhecimento prévio das manifestações e assistiu aos atos de um prédio do Ministério da Justiça, sem tomar medidas efetivas. O senador acusou que a Guarda Presidencial, a Polícia Militar de Brasília e a Força Nacional não agiram, sugerindo que tudo foi premeditado.
*Com informações da Agência Senado








