Quinta-feira, 05/03/26

Hospital de Base trata malformação rara na pálpebra de criança

Hospital de Base trata malformação rara na pálpebra de criança
Hospital de Base trata criança com malformação rara na pálpebra – Reprodução

Tratamento de malformação rara no Hospital de Base

Um menino de 1 ano e 9 meses, Anthony Theo, passou por um tratamento no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) para corrigir uma rara malformação na pálpebra direita, causada por um tumor benigno. O problema, que surgiu como uma pequena mancha dias após o nascimento, começou a escurecer e aumentar de tamanho, levando a família a buscar ajuda especializada. A condição foi tratada pela equipe de oftalmologia da unidade, administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).

“Foi desesperador. Eu nunca tinha visto nada parecido”, lembra a mãe do menino, Amanda Kelen Rodrigues da Silva. Após passar por outros serviços de saúde, a família chegou ao HBDF, onde o caso foi acompanhado pela oftalmologista Stefânia Diniz. Segundo a médica, a condição é considerada incomum. O Hospital de Base atende, em média, três casos por ano de tumores benignos na região ocular com características semelhantes.

Procedimento em duas fases

O tratamento foi realizado em duas etapas. Inicialmente, a equipe aplicou bleomicina, um medicamento utilizado para diminuir a lesão. Foram administradas três doses, com intervalo médio de 30 dias entre elas, o que permitiu reduzir a massa em mais da metade do tamanho original.

Com a redução do tumor, foi possível realizar a cirurgia para a retirada da parte remanescente da lesão e a reconstrução da pálpebra. “Cauterizamos a área afetada e reconstruímos o local com um enxerto de pele retirado da parte de trás da orelha”, explica a cirurgiã oftalmologista.

Acompanhamento e recuperação

A expectativa é que a cicatriz se torne pouco perceptível com o crescimento da criança. Anthony seguirá em acompanhamento periódico com a equipe de oftalmologia do hospital e realizará exames de vista para verificar se houve algum impacto na função visual.

Para a mãe do menino, o atendimento recebido no Hospital de Base foi fundamental. “Eu tinha muito receio de ele crescer com isso no rosto, de o tumor aumentar ainda mais e causar vergonha. Eu ainda não me acostumei a ver o rostinho dele assim tão lindo, mas daqui pra frente vai ser só alegria”, relata Amanda.

*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)

T LB

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