Terça-feira, 24/02/26

Iga sente melhora e vê a longevidade de Djokovic como exemplo

Iga sente melhora e vê a longevidade de Djokovic como exemplo
Iga sente melhora e vê a longevidade de Djokovic como – Reprodução

Melbourne (Austrália) – Depois de vencer seu segundo jogo no Australian Open, Iga Swiatek sentiu melhora em relação à estreia, em que havia superado a chinesa Yue Yuan com dificuldade. Já nesta quinta-feira, a número 2 do mundo controlou a partida contra a tcheca Marie Bouzkova, confirmando o duelo com a russa Anna Kalinskaya na próxima fase.

“Foi ótimo jogar hoje. Me senti mais à vontade do que na primeira rodada”, disse Swiatek, após a vitória por 6/2 e 6/3. “As condições não estavam fáceis. Estava ventando muito e eu precisei me adaptar a isso, sem dúvida. Estou muito feliz com o meu desempenho”.

O encaixe de jogo contra Bouzkova, que não tem tanta potência nos golpes e tem um estilo mais defensivo, também favoreceu a polonesa, que fez 31 winners contra apenas 3 da tcheca. “Contra ela você precisa ser sólida e disciplinada para definir os pontos, porque ela se defende muito bem. Foi o que eu fiz hoje e pude colocar pressão desde o começo”.

“Em alguns momentos eu precisava ir para a rede e definir os pontos lá, porque ela colocaria muitas bolas em quadra e jogava longe da linha de base. Era difícil fazer winners. Eu também treinei mais voleios ontem e estava confiante para fazer isso hoje”, avaliou a vencedora de seis títulos de Grand Slam, que busca uma conquista inédita na Austrália.

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Swiatek se tornou a primeira jogadora da Era Aberta a chegar à terceira rodada nos 24 primeiros Grand Slam que disputou numa mesma década. Além disso, a polonesa é a única tenista, entre homens e mulheres, a ter alcançado a terceira fase em todos torneios Grand Slam desde 2020. Admiradora declarada de Rafael Nadal desde a infância, a jogadora de 24 anos destaca também que a longevidade de Novak Djokovic serve de inspiração.

“Sinto que minha abordagem à competição sempre foi boa. Mas diria que as circunstâncias mudaram um pouco. Jogar essas partidas se tornou uma rotina. Lembro-me de 2022, depois das quartas de final, quando joguei a raquete para cima e comemorei como faria hoje se ganhasse um Grand Slam. Acho que as perspectivas mudam. Mas nem por isso, você pode deixar de curtir o jogo. Acho que é por isso que Novak, por exemplo, consegue jogar por tanto tempo. Ele já conquistou tudo, mas ainda curte a vitória e essa sensação. É bom observar pessoas assim e encontrar inspiração”, reletiu a polonesa.

Perguntada sobre o calendário durante a coletiva de imprensa, a número 2 do mundo falou sobre a importância de equilibrar os torneios com os compromissos extra-quadra. “Fisicamente estou bem, mas obviamente o calendário é duro. Não há muito tempo para descansar completamente, é quase impossível. Quando você joga bem, tem também muitas coisas para fazer fora da quadra. Você não é apenas um jogador de tênis. Então é preciso encontrar um equilíbrio nessa parte da carreira e ter um bom tempo de descanso. E um dos meus objetivos para este ano é conseguir me desligar melhor nos intervalos entre os torneios, para chegar com mais energia no final da temporada”.


T LB

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