O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) completa sete anos em 2026, consolidado como referência em um novo modelo de gestão na saúde pública e um dos principais pilares da rede de urgência e emergência. As mudanças resultaram em menos tempo de espera por atendimento, unidades mais organizadas, exames mais rápidos e cuidado humanizado para a população.
Criação e expansão da rede do IgesDF
Criado para dar mais agilidade, eficiência e capacidade de resposta à saúde pública, o instituto ampliou atendimentos, modernizou unidades, reorganizou fluxos assistenciais e fortaleceu o cuidado prestado à população. Ao longo desse período, também incorporou tecnologia para acelerar diagnósticos e ampliar a resolutividade do Sistema Único de Saúde (SUS) no DF.
“A saúde não é estática; ela é dinâmica, urgente e lida com vidas”, enfatiza o presidente do instituto, Cleber Monteiro. “O IgesDF foi criado justamente para dar agilidade aos processos, permitir decisões mais rápidas e garantir que o cuidado chegue no tempo certo ao paciente.”
Instituída pela Lei Distrital nº 6.270, de 30 de janeiro de 2019, a organização surgiu a partir da transformação do Instituto Hospital de Base do Distrito Federal (IHBDF), criado em 2017. A proposta foi garantir maior autonomia administrativa e financeira para unidades estratégicas da rede pública, permitindo mais rapidez em compras, contratações e na manutenção de serviços essenciais.
Desde 2019, o modelo passou a ser associado à reorganização de processos e ao fortalecimento de serviços em áreas críticas, com reflexos diretos na experiência do usuário e na capacidade de resposta da rede.
Expansão da rede
Nos primeiros anos de atuação, a gestão do IgesDF foi ampliada para o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e para as unidades de pronto atendimento (UPAs). A expansão fortaleceu a rede de urgência e emergência do Distrito Federal, com padronização de processos, reforço das equipes e melhorias na infraestrutura.
A partir de 2021, novas UPAs passaram a operar em regiões como Ceilândia, Paranoá, Brazlândia e Riacho Fundo II. Com funcionamento 24 horas, essas unidades aproximaram o atendimento da população e reduziram a sobrecarga dos hospitais regionais. “A ampliação das UPAs leva a assistência mais perto de quem precisa, com mais resolutividade para os usuários do SUS”, pontua o vice-presidente do IgesDF, Rubens Pimentel.
Atuação na pandemia e investimentos
Pouco tempo após sua criação, o instituto enfrentou a pandemia da covid-19. Nesse período, a unidade ampliou rapidamente leitos de UTI, contratou profissionais e adquiriu equipamentos essenciais. “Foi um momento de decisões difíceis e urgentes”, relembra Cleber Monteiro. “Cada leito aberto e cada profissional contratado representavam uma chance real de salvar vidas”.
Com a superação da fase mais crítica da pandemia, o IgesDF intensificou os investimentos em tecnologia e infraestrutura, com a aquisição de equipamentos como tomógrafos e ressonâncias magnéticas, ampliando a capacidade diagnóstica e reduzindo filas por exames.
Paralelamente, o instituto reforçou os programas de cirurgias eletivas para enfrentar a demanda reprimida. “Mais tecnologia e melhores fluxos significam mais cirurgias realizadas, menos cancelamentos e mais qualidade no cuidado ao paciente”, explica o diretor de Atenção à Saúde, Edson Ferreira.
Desempenho estratégico e humanização
Em 2024, a incorporação do Hospital Cidade do Sol (HSol) marcou mais um avanço na expansão do instituto, desempenhando papel estratégico no atendimento hospitalar. Sob a gestão do IgesDF, o hospital teve reorganização dos fluxos, ampliação da capacidade de atendimento e fortalecimento das equipes.
A humanização do atendimento consolidou-se como eixo permanente da gestão. Em abril de 2025, a Lei nº 15.126 instituiu a atenção humanizada como diretriz obrigatória no SUS. Na época, o IgesDF já aplicava o conceito por meio do programa Humanizar, idealizado pela primeira-dama do DF, Mayara Noronha Rocha.
Anucha Soares, gerente-geral de Humanização e Experiência do Paciente do IgesDF, ressalta: “O instituto estava à frente do seu tempo. Quando a lei mudou, o Humanizar já era uma realidade consolidada. Outras instituições nos procuram para entender como estruturamos esse modelo. Humanizar é compreender que o paciente chega fragilizado e precisa ser acolhido com respeito, empatia e cuidado”.
Modernização e reorganização da rede do IgesDF
Nos últimos dois anos, obras, novos equipamentos e ajustes nos processos assistenciais fortaleceram o atendimento no Hospital de Base (HBDF), no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), no Hospital Cidade do Sol (HSol) e nas 13 UPAs.
No HBDF e no HRSM, a reorganização dos fluxos cirúrgicos aumentou a produtividade. A instalação de equipamentos como ressonância magnética, vídeo eletroencefalograma e angiógrafos acelerou diagnósticos. Reformas modernizaram setores críticos, e adaptações estruturais no HRSM e no HSol fortaleceram serviços.
A tecnologia ganhou protagonismo com a expansão da teleconsulta nas UPAs. Sistemas de videomonitoramento reforçaram a segurança, e o agendamento ambulatorial no HBDF tornou o fluxo mais organizado. O Distrito Federal também iniciou a expansão das UPAs, com seis unidades em obra e uma em contratação, totalizando 20.
O cuidado humanizado avançou com programas de acolhimento. No HRSM, ambientes sensoriais melhoraram o atendimento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). Nas UPAs, o programa Humanizar aproximou equipes e usuários.
Administração integrada
O IgesDF marca seu sétimo ano com uma rede mais estruturada, tecnológica e próxima da população, refletindo-se em mais previsibilidade nas cirurgias, melhor distribuição das urgências e melhores condições de trabalho.
“Quando falamos em sete anos do IgesDF, falamos de pessoas, de profissionais que sustentaram a saúde do DF nos momentos mais críticos e de pacientes que tiveram suas vidas transformadas por esse trabalho”, conclui Cleber Monteiro.
*Com informações do IgesDF








