Transtorno
Relatos apontam risco à saúde, danos e dificuldades de circulação na região. Amma foi acionada e fará vistoria no local
Proliferação tem gerado preocupação entre os moradores, especialmente pelo risco à saúde de crianças e animais de estimação (Foto: Colagem/Reprodução)
Moradores da Rua Maçaranduba, no setor Goiânia 2, em Goiânia, enfrentam transtornos diante de uma infestação de lagartas em seis coqueiros plantados na calçada de um condomínio de casas, próximo à Avenida Perimetral Norte. O problema, segundo relatos de moradores ao Mais Goiás nesta quarta-feira (25), é recorrente e se intensifica por pelo menos duas vezes ao ano.
As lagartas se concentram nas folhas das palmeiras e acabam se espalhando pela calçada e pelas residências próximas. A presença dos insetos tem gerado preocupação entre os moradores, especialmente pelo risco à saúde de crianças e animais de estimação, além do incômodo diário.
SAIBA MAIS:
Em entrevista à reportagem, o publicitário Caio Ferreira Costa, que vive no condomínio há quatro anos, afirmou que a situação se repete desde que se mudou para o local. “Moro no condomínio há quatro anos. O problema das lagartas é recorrente desde quando eu mudei. A proliferação acontece todos os anos, nessa mesma época”, disse.
Segundo ele, as lagartas consomem as folhas dos coqueiros e, ao cair, invadem o interior do condomínio e das casas. “Muitas vezes essas lagartas caem das árvores e entram no condomínio, se arrastam até encontrar algum lugar para fazer o ninho. Só que a questão é que elas entram dentro das casas, onde a maioria tem crianças e animais”, relatou.
O morador também alerta para possíveis riscos sanitários. “Algumas dessas espécies não são venenosas ou não causam queimaduras, mas outras sim. Isso se torna um incômodo porque pode trazer algum tipo de doença. Existem crianças curiosas que podem encostar, pegar e até pôr na boca”, afirmou.
Ele também destaca as dificuldades para controle da infestação. “A administração do condomínio já procurou pessoas especializadas na aplicação dos produtos corretos, mas mesmo assim não foi possível acabar com elas”, disse.
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Vizinhança insatisfeita
Em grupos de mensagens da vizinhança, outros moradores relatam o impacto da infestação no dia a dia. “Para sair, eu tenho que dar a volta”, disse um deles. Outro afirmou que evita até caminhar pela região: “O pavor é muito grande. Até para ir para a academia na esquina, estou indo de carro. Sair a pé, nem por um decreto”.
Há ainda relatos sobre a rápida proliferação dos insetos. “Eles fazem uma ‘cachopa’, prendem a folha e fazem um casulo, tá cheio”, comentou um morador. Outro reforçou a preocupação: “Estão incomodando muito. Ontem matei cinco e hoje já foram mais quatro. Isso pode trazer doença. Espero que providências sejam tomadas”.
Visita programada
A administração do condomínio informou que já adotou medidas para tentar conter o problema. Recentemente, um jardineiro foi contratado e utilizou produtos específicos, mas sem sucesso no controle da infestação. Segundo a administração, a Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma) foi acionada e deve avaliar a situação dos coqueiros.
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A reportagem também entrou em contato com o órgão, que confirmou o registro da ocorrência e informou que uma vistoria será realizada na próxima quinta-feira (26/3). A análise do local deve ser concluída ainda no mesmo dia, podendo indicar a necessidade de remoção das árvores.








