Quarta-feira, 01/04/26

Justiça absolve Dayana Nunes e confirma sua inocência no DF

Reprodução

Ex-presidente do Santa Maria é declarada inocente em sentença que condenou o “Rei do Rebaixamento” a 13 anos; defesa e amigos celebram decisão

A justiça foi finalmente estabelecida para Dayana Nunes Feitosa, ex-presidente do Santa Maria. Em sentença publicada nesta quarta-feira pelo juiz Germano Oliveira Henrique de Holanda, Dayana foi absolvida de todas as acusações no processo que investigava a manipulação de jogos no Candangão 2024. A decisão confirma o que amigos, familiares e colaboradores próximos sempre souberam: a integridade e a boa-fé da gestora diante das armações articuladas por terceiros.

Enquanto o empresário William Pereira Rogatto, autointitulado “Rei do Rebaixamento”, foi condenado a 13 anos e seis meses de prisão, a sentença deixou claro que não houve qualquer prova que ligasse Dayana ao esquema criminoso. Pelo contrário, o próprio Rogatto, em depoimento à CPI no Senado, admitiu ter enganado a presidente, prometendo um “excelente campeonato” e trazendo jogadores de nome que, no fim, faziam parte de seu plano de fraude, executado à revelia da diretoria.

A força da verdade sobre as falsas acusações

Para aqueles que acompanharam a trajetória de Dayana à frente do clube, a absolvição não é uma surpresa, mas um alívio necessário. Durante todo o processo, a ex-presidente manteve a postura de quem não tinha nada a esconder, colaborando com as investigações conduzidas pelo GAECO. A decisão judicial corrobora a tese de que ela foi, na verdade, mais uma vítima das manipulações de Rogatto, que usou a estrutura do clube para fins ilícitos.

Amigos próximos relatam que a “índole inquestionável” de Dayana foi o que a manteve firme durante o período de investigações. “Todos nós que conhecemos a Dayana sabíamos que era uma questão de tempo para que a verdade aparecesse. Ela sempre trabalhou pelo esporte com honestidade”, afirmou um apoiador local. A absolvição agora permite que ela limpe definitivamente seu nome de qualquer suspeita levantada pela repercussão negativa do caso.

Condenações e o destino dos envolvidos

Enquanto a inocência de Dayana foi selada, o braço direito de Rogatto, Amauri Pereira dos Santos, recebeu uma pena de 11 anos e dez meses. Os atletas Alexandre Batista Damasceno e Nathan Henrique Gama também foram condenados a sete anos cada. Rogatto segue preso preventivamente desde sua extradição dos Emirados Árabes Unidos, sem direito a recorrer em liberdade, dada a gravidade de suas confissões e o risco à ordem pública.

Com a sentença, o caso do Santa Maria no Candangão 2024 encerra um capítulo doloroso para o futebol candango, mas deixa uma lição importante sobre a preservação da honra. Para Dayana Nunes Feitosa, o veredito é o ponto final em uma injustiça e o recomeço de uma história marcada pela retidão e pelo amor ao futebol, agora com a chancela oficial da Justiça do Distrito Federal.

Correio de Santa Maria, com informações do, Tribunal de Justiça do DF / GAECO / CPI da Manipulação

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