Primeira edição do Casamento Comunitário de 2026
Mais de 100 casais oficializaram a união no domingo (22), na primeira edição de 2026 do Casamento Comunitário, promovido pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF). A cerimônia gratuita, voltada para famílias em situação de vulnerabilidade, aconteceu às 17h no Museu Nacional da República e reuniu participantes de diferentes regiões administrativas.
A realização de um sonho
Luciana Tavares, doméstica e moradora de Planaltina, esperou cinco anos para realizar seu sonho de casar, adiado por dificuldades financeiras. “Desde menininha eu sempre sonhei em me casar assim: com vestido branco e de véu. Agora, parece que está passando um filme na minha cabeça, voltei lá atrás: meu sonho está se realizando hoje”, disse emocionada.
A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, destacou a importância do evento. “Mais de 1.500 casais já estiveram conosco nessa celebração, mas a emoção é sempre a mesma. É a realização de um sonho e uma tarde muito feliz e especial para a gente. Sabemos que a maioria desses casais, quando quer formalizar essa união, enfrenta entraves financeiros, porque há um custo de aproximadamente R$ 1 mil para que cada casal possa oficializar o casamento”, afirmou.
Detalhes do programa Casamento Comunitário
O programa oferece a oficialização gratuita da união civil, com uma estrutura completa para a cerimônia, incluindo vestido de noiva, terno, maquiagem, cabelo, transporte, decoração, fotos e cerimonial. Para participar, os noivos precisam ter 18 anos ou mais, morar no DF e comprovar hipossuficiência de renda, conforme os critérios do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). A renda familiar por pessoa deve ser de até meio salário mínimo e não pode haver impedimentos legais para o casamento.
“O nosso cadastro é aberto sempre dentro da Secretaria de Justiça e Cidadania. Quando não dá tempo de conseguirem formalizar todos os documentos para a edição, eles já ficam em uma fila de espera para a próxima. Neste ano, possivelmente teremos mais três edições”, esclareceu a gestora.
O dia da noiva
A movimentação para a cerimônia começou cedo. A partir das 9h30, as noivas iniciaram os preparativos no Senac 903 Sul e na Casa do Maranhão, na Asa Sul, com produção de cabelo e maquiagem.
Monique da Silva, 32 anos, moradora de Santa Maria, pensava nos filhos de 10 e 4 anos. “Eles estão muito ansiosos. Meu filho sempre me chama de rainha, então, quando me ver, vai ficar emocionado. Além da aparência, eles vão ficar muito felizes porque vão ver o pai e a mãe deles se casando”, afirmou.
Letícia Ramos, 20 anos, de Ceilândia, conheceu o projeto através da cunhada, que se casou na edição do ano anterior. “Com esse projeto do GDF, muitas pessoas de baixa renda conseguem realizar o sonho de casar. Eu e meu noivo moramos juntos há um ano e temos um filho de 7 meses, então só faltava o casamento”, disse a dona de casa.
Balanço da iniciativa
Desde 2021, a iniciativa já beneficiou mais de 1.500 famílias no Distrito Federal. Apenas em 2025, foram realizadas quatro edições, atendendo cerca de 400 casais.
“A formalização da família é sempre muito importante. A gente sabe que, até pelo Código Civil, há uma equiparação agora da união estável com o casamento, mas, quando há a formalização, estamos falando de segurança jurídica e também de um pertencimento muito grande que temos aqui nas famílias no DF”, finalizou Marcela Passamani.








