As megafábricas de chips demandam bilhões de dólares, consomem enormes volumes de água e energia e geram resíduos tóxicos, tornando-se inviáveis do ponto de vista ambiental e econômico para o Brasil, afirma Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP, em entrevista ao DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, apresentador por Diogo Cortiz e Helton Simões Gomes.
Ela é cara, ela é pesada, ela não é flexível. Só tem megafábrica na Ásia até hoje porque foi a única região do mundo que aceitou se submeter a níveis de poluição absurdos. Quando você vai fabricar o chip, você usa muita água, produtos com alta toxicidade, efluentes, ácidos. E aí que está o problema. As ‘megafabs’ estão se lixando para a sustentabilidade. Elas não são sustentáveis do ponto de vista de consumo de energia, não são sustentáveis do ponto de vista de consumo de água.
Marcelo Zuffo
‘Barata’, limpa e flexível: as mini fábrica de chip
Mesmo com recursos e tecnologia para produzir semicondutores, o Brasil depende quase que totalmente da importação de milhões de chips por ano. Em entrevista ao DEU TILT, o podcast do UOL para os humanos por trás das máquinas, Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP, explica que a universidade quer mudar esse quadro com as PocketFab, as mini fábricas de chips feita na USP.
O país tem silício, terras raras, água, energia e demanda, mas, segundo Zuffo, o chip ainda chega caro por aqui porque poucas nações dominam a produção e impõem barreiras tecnológicas. Ele defende que soberania não é só ter matéria-prima, mas controlar o processo inteiro, de ponta a ponta, sem depender de outros países.







