O Menino Sobrevivente do Trágico Acidente na BR-080
Um menino de 7 anos, o único sobrevivente de um trágico acidente na BR-080 em Padre Bernardo, Entorno do Distrito Federal, ainda desconhece a morte de sua mãe grávida, pai e dois irmãos. A colisão tirou a vida de vários membros de sua família.
Raysa Rocha, tia do garoto, informou que ele quebrou as duas pernas, o fêmur e sofreu cortes em diversas partes do corpo. Atualmente, ele está internado no Hospital de Base de Brasília, consciente e, segundo ela, fora de perigo.
Estado de Saúde e Apreensão Familiar
Em entrevista ao G1, Raysa declarou que a família se mostra apreensiva sobre como comunicar ao menino a perda dos pais e irmãos. Ela mencionou que o garoto constantemente chama pela mãe e necessitará de acompanhamento psicológico.
“Ele está bem, consciente, não corre riscos, mas estamos sem saber o que fazer”, disse a tia. Raysa complementou: “Precisamos esperar ele melhorar, ficar mais forte, para que não prejudique a recuperação dele.” A mulher também expressou tristeza: “É muito triste ver ele chamando pela mãe e não poder fazer nada.”
Detalhes e Ocupantes do Acidente na BR-080
Cronologia do Acidente
O acidente na BR-080 aconteceu por volta das 0h50, no quilômetro 20 da rodovia, perto do distrito de Taboquinha, em Padre Bernardo. O local fica a apenas 2 km do bar onde a família foi vista pela última vez.
Conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o Fiat Palio, com o menino e sua família a bordo, colidiu frontalmente com um GM Classic enquanto realizava uma ultrapassagem em direção a Brasília.
Vítimas do Fiat Palio
O menino era o único sobrevivente do Fiat Palio. Ele viajava com o pai, Bruno dos Santos Silva, de 31 anos, que conduzia o veículo; a mãe, Renata Rocha dos Santos, de 25 anos e grávida de 7 meses; e os irmãos Stefany Vitória Rocha Silva, de 3 anos, e Mikael Rocha Silva, de 5.
Bruno, Renata e Stefany faleceram no local do **acidente na BR-080**. Mikael foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Ocupantes do GM Classic
No GM Classic estavam José Adriano Ribeiro Lemos, de 36 anos, condutor do carro; sua esposa, Cristina Xavier do Nascimento, de 40 anos; a sobrinha, Marina Gabriella de Oliveira Xavier, de 9 anos; e, conforme a PRF, uma criança adicional não identificada.
José Adriano, Cristina e a criança não identificada sofreram ferimentos. Lamentavelmente, Marina não resistiu e veio a óbito no local.
Investigações e Sigilo de Informações
O G1 tentou contato com Vinícius Máximo da Silva, o delegado local, que deve prosseguir com as investigações na tarde daquela segunda-feira. Contudo, as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.
Em nota enviada ao G1, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal esclareceu que “não pode fornecer estado de saúde, ou informações de pacientes internados na rede hospitalar”, exceto em situações de grande comoção que não envolvam vítimas de crimes ou investigações policiais. Um trecho da nota adicionou que “o respaldo dessa medida de não divulgação também está na Lei de Acesso à Informação, norma que garante 100 anos de sigilo para informações pessoais relativas à intimidade, vida privada, honra e imagem”.
As Circunstâncias Antes do Acidente Fatal
Raysa, irmã de Renata, confirmou ao G1 que seu cunhado, Bruno, consumiu bebida alcoólica antes de dirigir. Ela relatou que planejava ir no mesmo carro com a família, mas decidiu seguir para a casa de outra irmã, localizada próxima ao bar onde todos estavam antes do **acidente na BR-080**.
Ela descreveu os momentos anteriores: “Eu estava no dia do acidente. A gente estava bebendo no bar. Depois eles foram embora e eu fui para a casa da minha outra irmã.” Raysa complementou: “Chegando lá minha mãe estava no telefone e disse que eles tinham sofrido acidente, que meu cunhado havia batido o carro.” Raysa revelou a cena ao chegar: “Chegando lá, estavam todos muito machucados, foi horrível, eu vi tirando eles do carro.”
Rafael Barbosa, comerciante e proprietário do bar onde a família esteve, declarou que Bruno estava “alterado” e discutira com a esposa antes de entrar no carro. Em entrevista à TV Globo, o dono do bar acrescentou que os filhos do casal manifestaram desejo de ir embora devido ao frio. Ele afirmou ter alertado o casal sobre a proibição da presença de crianças no estabelecimento.
O comerciante relatou: “Ele já estava bem alterado, bêbado. Já era um pouco tarde e eu falei ‘aqui nem pode criança’, e eles ficaram pouco tempo e já saíram.”
Por Correio de Santa Maria, com informações de G1.








